Os aviários industriais da Região produziram 6,4 milhões de ovos no 1.º
trimestre de 2023, registando um aumento de 16,7% em termos homólogos. De acordo com a informação recolhida pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) "no mesmo período, o abate de frango aumentou 13,4% face aos
primeiros três meses do ano anterior, atingindo as 921,1 toneladas".
Por sua vez, segundo dados fornecidos pelo Centro de Abate da
Região Autónoma da Madeira (CARAM) à DREM, "o gado abatido totalizou 175,8 toneladas,
diminuindo 10,0% relativamente ao 1.º trimestre de 2022", informa a autoridade estatística regional numa divulgação nesta manhã de sexta-feira.
"No domínio da pesca, a informação recolhida junto da Direção
Regional de Pescas, para o 1.º trimestre de 2023, mostra que, este período, se
caracterizou por um aumento homólogo nas quantidades capturadas de pescado,
de 1,2%, e no valor de primeira venda, de 39,0%. No conjunto dos primeiros três
meses do corrente ano, a pesca descarregada na Região rondou as 809,6
toneladas, que geraram receitas de primeira venda de 4,2 milhões de euros", salienta a DREM.

No que às principais espécies capturadas diz respeito, "apresentaram decréscimos nas capturas a cavala
(-39,3%) e o peixe espada preto (-1,4%), enquanto as capturas de
chicharro (+29,4%) e de atum e similares (+15,0%) revelaram aumentos", frisa.
"Em valor, o peixe-espada preto destacou-se pela positiva (+43,1%), a par do atum e similares (+37,6%) e
do chicharro (+16,5%), contribuindo para a variação positiva nas receitas
totais acima referida", diz a DREM. "É de assinalar que, neste trimestre, 66,0% das capturas
foram respeitantes ao peixe-espada preto".
Não é de estranhar, portanto, que "o preço médio de pescado apurado na primeira venda, para o
período em referência (excluindo-se nestes cálculos o pescado descarregado
destinado a autoconsumo), foi de 5,25€ (3,83€ no mesmo período de 2022), com o
preço médio para o atum e similares a atingir os 9,25€ (7,73€ no período
homólogo) e para o peixe-espada preto os 4,67€ (3,23€ nos primeiros três meses
do ano precedente)", registando aumentos homólogos de 37%, 19,6% e 44,6%, respectivamente.
Aquicultura produziu mais e gerou maior valor de vendas
Por fim, de acordo com a informação recolhida pela DREM junto das
empresas de produção de aquicultura na Região, "no 1.º trimestre de 2023, foram
produzidas 444,4 toneladas de dourada, -12,8% face ao mesmo trimestre de 2022.
Por sua vez, as vendas ascenderam aos 2,5 milhões de euros, crescendo 5,5%
relativamente ao trimestre homólogo", assegura.
Sendo que por mercados, "observa-se que 88,8% do valor de vendas dizem
respeito ao mercado nacional (Continente e Açores) e apenas 11% ao mercado
regional", finaliza.
