No início do próximo mês, o Sindicato dos Enfermeiros
avançará com uma greve. Entre os aspectos em discórdia na reunião, que decorreu
hoje, entre o SESARAM e o sindicato, esta a avaliação do desempenho relativo ao biénio
pandémico 2021/2022.
Em declarações à RTP Madeira, Juan Carvalho, presidente do
Sindicato dos Enfermeiros, explicou que o que foi defendido para 2021/2022 seriam
seis pontos. “Seriam seis pontos porque estamos perante dois anos pandémicos.
Não se entende como é que se quer comparar 2022 a 2019 quando foi um ano em que
se teve de se reorganizar serviços, equipas, alterar os horários dos
enfermeiros para dar resposta à pandemia. Agora não se
quer reconhecer o mérito dos enfermeiros e o esforço que desenvolveram nesse
ano, dizendo que não é pandémico e que não merecem os seis pontos”.
Por outro lado, o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos,
refere que o pretendido é a atribuição de quatro pontos que não será apenas "para os
enfermeiros, mas para todos os grupos profissionais do SESARAM”.
Achamos que temos de uniformizar e o respeito que temos por
todos os profissionais é uma realidade. E a atribuição deve ser uniforme, por
isso achamos que deve ser estes quatro pontos para todos”.
O sindicato realça ainda o subsídio de compensação devido à
pandemia: “Está prevista uma compensação complemento COVID para o ano de 2020,
foi prevista para 2021 e estamos em Abril de 2023 e ainda não foi pago”.
Segundo a RTP Madeira foram ainda levados outros pontos à
reunião que ficaram resolvidos. “As situações dos enfermeiros especialistas,
gestores ficaram resolvidas com este diploma. As situações das posições intermédias
que alguns enfermeiros ficavam depois nesta situação também estão resolvidas”,
conclui o secretário regional.

