O JPP desafia o Governo Regional a implementar um "novo modelo de gestão" dos percursos pedestres regionais, como forma de minimizar os impactos negativos e travar o aumento de acidentes nas serras da Madeira, aspecto que foi noticiado pelo DIÁRIO na edição da passada terça-feira.
documents/01Diario110423.pdf (881 KB)
Em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, Rafael Nunes, vice-presidente do grupo parlamentar do JPP, aponta baterias ao executivo de Miguel Albuquerque e critica a posição assumida pelo "ainda presidente do Governo Regional".
Reforçando a ideia de que o primeiro trimestre deste ano, com um total de 40 acidentes, foi "muito negro para o nosso turismo natural", o partido foca-se na "insegurança" das levadas e veredas da Madeira, referindo que não têm sido poucos os alertas do JPP para este problema.
"Têm sido várias as intervenções do JPP
em Parlamento, incluindo interpelações directas ao Governo Regional, alertas nas
redes sociais e em matutinos regionais que de pouco serviram", podemos ler no comunicado.
Gostaríamos de estar errados neste aspecto, mas infelizmente, os números voltaram a dar razão ao JPP e mostram que o último trimestre foi o mais acidentado nas serras da Madeira. De acordo com dados da Protecção Civil, os acidentes em Levadas e Percursos Pedestre tiveram um aumento de 66% face ao período homólogo de 2022 e de uns assustadores 300% relativamente a 2019, antes da pandemia de covid-19.
O partido aponta a "embirrância política" do executivo madeirense, que "nada fez para mudar a gestão dos percursos pedestres
regionais", como factor que agrava "o caos no trânsito junto a percursos pedestres muito
procurados e a pressão criada pelas filas de turistas entrincheirados nas
veredas conduz a uma saturação da capacidade de carga do local".
Ainda assim, Rafael Nunes considera ainda mais lamentável as declarações de Miguel
Albuquerque perante o aumento do número de acidentes com turistas nas serras da
Madeira. "Se por um lado é verdade que muitos
acidentes eram evitáveis por resultarem do descuido e incúria dos próprios
visitantes, por outro a Região tem de actuar ao nível da implementação de um
novo modelo de gestão", refere, pedindo "um modelo articulado, que garanta medidas eficientes
de manutenção e segurança dos actuais percursos pedonais recomendados,
trabalhando, também, na ampliação da actual rede de percursos".
Só dessa forma, entende o JPP, será possível "garantir a sustentabilidade da nossa
economia, garantindo um destino de natureza diferenciado e genuíno, mas acima
de tudo seguro", remata o partido.

