Neste dia em que se assinala o Dia Nacional da Doença de Parkinson, a Direcção Regional de Saúde vem relembrar que esta é uma doença crónica, que afecta o
sistema nervoso e o movimento do corpo, resultando em vários sinais e sintomas,
como tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade
postural e alterações da marcha. No entanto, como existe grande variabilidade na progressão
na doença, outro tipo de sintomas também podem estar associados à sua evolução.
Esta é uma doença que afecta aproximadamente 1% da população
mundial com idade superior a 65 anos e os sintomas começam mais frequentemente
depois dos 55 anos. O envelhecimento é, portanto, o principal factor de risco
conhecido para o aparecimento da Doença de Parkinson e em apenas 5 a 10% dos
casos existe uma causa genética identificada (casos familiares) (APDP, 2014).
Não descurando a sua prevalência e o impacto na autonomia da
população idosa, que se estima relevante, na Região, a Doença de Parkinson surge
entre uma das principais causas de morte dentro dos transtornos mentais e
comportamentais, correspondendo a 10 mortes/100 mil habitantes em 2020 (INE, 2022).
Na gestão desta doença, salienta-se o papel dos cuidadores e
de toda a sociedade, no sentido de criar ambientes e condições promotores da
adaptação e integração social das Pessoas com Parkinson.
Esteja atento aos sintomas mais comuns da Doença de
Parkinson e, se os detectar, procure ajuda médica. O tratamento farmacológico e
a reabilitação adequada permitem controlar em parte os sintomas e reforçar a
autonomia das pessoas que vivem com esta doença.