No âmbito do Dia Internacional da
Mulher, 8 de Março, o Núcleo da Madeira do MDM – Movimento Democrático de
Mulheres esteve numa acção de contactos com várias trabalhadoras do comércio e
serviços, na Avenida das Madalenas, na freguesia de Santo António.
"Nestes contactos ouvimos denúncias
relacionadas com as dificuldades que diariamente se agravam devido ao aumento
do custo de vida; o desespero que muitas famílias vão sentido com o aumento das
taxas de juros sobre o crédito da habitação e o desafio que é enfrentado
diariamente por tantas trabalhadoras, devido à crescente exploração e pressão
para trabalhar cada vez mais, recebendo cada vez menos. Este não é problema
exclusivo do comércio e serviços, mas infelizmente, transversal a vários
sectores", refere através de uma nota de imprensa.
Um outro problema colocado nesta acção
de contactos, prende-se com o facto de milhares de crianças e jovens, serem
confrontadas com a perda do abono de família. Os números anunciados falam de
cerca de 70 mil crianças que deixam de ter acesso a este, que é um direito
universal e que deveria ser garantido pelo Estado".
O MDM tem afirmado que este deve ser um
direito universal garantido a todas as crianças e é obrigação do Estado
assegurar uma rede pública de apoios directos às famílias, como por exemplo a
gratuitidade das creches. Continuam por assegurar os direitos de parentalidade,
os direitos das crianças às escolas, creches, tempos livres".
Entre as várias medidas em que o Estado
é chamado a intervir, reafirma "a necessidade de serem valorizadas as
carreiras e o aumento dos salários, garantido o direito à igualdade no trabalho
e na vida2.
Temos mil razões para lutar porque
persistem os baixos salários, a violência das relações no trabalho, a falta de
resposta do Governo Regional e da República, para resolver a falta de
habitação; a falta de transportes e os horários de trabalho compatíveis com os
horários das escolas e da família".
E concluiu: "Nas
iniciativas desenvolvidas pelo Núcleo da Madeira do MDM, temos afirmado
que, os direitos das mulheres não podem esperar, porque temos mil razões para
Lutar".

