“Na Região, não existe,
felizmente, um problema de emprego - tanto mais à luz dos dados mais recentes -
mas, sim, um problema de falta de recursos humanos, perfeitamente identificado,
em algumas áreas e sectores de actividade que deve merecer especial atenção e uma
estratégia concertada junto dos privados para o futuro”, afirmou ontem o coordenador do 'Compromisso 2030' do PSD para a temática do Emprego e Formação Profissional.

Nuno
Agostinho falava à margem da reunião realizada, esta quinta-feira, e de Março, que juntou, à mesma mesa,
representantes do sector empresarial, designadamente das áreas do Comércio e
Serviços, Hotelaria e Construção, entre outros.

Para o social-democrata a dita estratégia deve passar, conforme foi reiterado em mais este encontro de trabalho, "pelas eventuais medidas já tornadas públicas de acolhimento de mão-de-obra
externa, mas, sobretudo e em particular, pela requalificação, nos casos em que
tal seja possível, da oferta de recursos existente e pela capacidade de serem
criados incentivos, sejam eles do ponto de vista legislativo ou baseados em
Programas específicos para esse efeito, que atraiam e fixem profissionais
especializados entre nós”, apontou.

Na prática, explica, “o próprio
paradigma do emprego mudou e, hoje, no mundo global em que vivemos, da mesma
forma que os Madeirenses podem e têm toda a legitimidade em abraçar novos
desafios fora da Região, a questão também se coloca em sentido inverso, com a
Região a ter todas as condições para acolher profissionais que trabalhem,
daqui, para qualquer parte do mundo, tal como vimos, por exemplo, através da
experiência dos Nómadas Digitais”, com "as áreas da tecnologia e do turismo a
apresentarem, entre outras, grande potencial de desenvolvimento e de
atractividade de profissionais, potencial esse que deve ser valorizado e
encarado como oportunidade".

“De mais este encontro fica a
sugestão de trabalharmos e intervirmos, para o futuro, nesta dupla perspectiva,
de modo a que, mantendo a proteção e os apoios em vigor, seja possível promover
novas condições, do ponto de vista da empregabilidade, muito mais atrativas e
aliciantes aos que atualmente procuram novos desafios fora e aos que podem
olhar para a Madeira como uma escolha”, sublinhou, por fim, o coordenador,
vincando que, neste último caso, "é fundamental que a Região faça valer os seus
atributos únicos em termos de segurança, clima, acessibilidades, inovação,
cobertura e infraestruturas digitais e ambiente tecnológico como forma de alavancar
a procura".