Num contexto de grande transformação mundial e de incerteza, a
Madeira deve diversificar a economia se é que não quer correr riscos. É que o
sector do turismo “é perigoso e frágil”, como se viu na pandemia com o PIB
madeirense, tradicional terceiro lugar em Portugal, a ser ultrapassado pontualmente
pelo Alentejo.

Uma recomendação que foi ouvida esta tarde no palco do stand
da Madeira na Bolsa de Turismo da Madeira (BTL), partilhada pelo economista
João César das Neves que foi entrevistado
pelo jornalista Luís Ferreira Lopes, director executivo no semanário Sol e
responsável pelo novo projecto multiplataforma Portugal Amanhã.

Mesmo assumindo que não estava no sítio indicado para travar o
Turismo, mas sim para empurrá-lo “por ser importante”, o professor catedrático recomendou
que “a Madeira diversifique para não estar tão dominada pelo sector do Turismo”.
“O peso do sector, de que este tanto se orgulha, é uma fragilidade para a
economia da Madeira”, referiu.

Quanto à diversificação de mercados turísticos, o economista deixou outra
recomendação apesar de considerar que a Madeira foi “mais sábia” na gestão dos
mercados emissores, cometendo assim menos erros do que outras regiões
turísticas portuguesas. “É importante não aumentar a quantidade porque isso
baixa a qualidade. E essa ideia de ir procurar mercados é um erro porque os
mesmos não devem procurados por razões geográficas mas sim por razões
económicas”, sublinhou.

Saiba mais na edição do DIÁRIO de amanhã.