A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) apresentou hoje,
no Roca Lisboa Gallery, os resultados do inquérito “Balanço 2022 &
Perspetivas 2023", que correu entre 24 de Fevereiro a 14 de Março. A
Madeira destacou-se em todos os indicadores.
No Natal, a Madeira liderou, com uma Taxa de Ocupação (TO)
de 76% e um Preço Médio por quarto vendido (ARR) de 148 euros, seguida de
Lisboa com uma TO de 54% e um ARR de 134 euros.
No todo nacional, a TO fixou-se nos 50% e o ARR nos 118
euros. Portugal, Espanha e Estados Unidos da América foram os mercados mais
indicados pelos hoteleiros inquiridos liderando o TOP dos principais mercados.
No Réveillon, a TO fixou-se nos 79%, a nível nacional, e o
ARR nos 164 euros. Como já era expectável, e depois do que observámos no Natal,
a Madeira fechou o período do Réveillon com 95% de TO e um ARR de 268 euros.
Lisboa teve uma TO de 81% e um ARR de 184 euros. Açores e Norte registaram uma
TO de 81% e 78% e um ARR de 113 euros e 150 euros, respetivamente.
Portugal, Espanha e Brasil foram os mercados mais apontados
pelos hoteleiros inquiridos.
Balanço 2022
A TO, a nível nacional, foi de 61% e o ARR fixou-se nos 119
euros. A AHP concluiu assim que o decréscimo da TO perante 2019, que o INE já
tinha revelado para todos os empreendimentos turísticos, foi igualmente
constatado na hotelaria. Em contraponto, e também seguindo a tendência
registada nos demais empreendimentos turísticos, o preço médio por quarto
vendido subiu. Para AHP este aumento
reflete a inflação que se verificou no período (7,8%); o crescimento de custos
com todos os fatores de produção, mais o crescimento da procura por Portugal e
o posicionamento ascendente do destino.

Por destinos turísticos, a Madeira liderou e fechou 2022 com
uma TO de 76%, com um ARR de 113 euros e a maior estada média do território
nacional - 6 noites.
A Hotelaria de Lisboa teve uma TO de 70% e um ARR de 152
euros, seguida do Algarve com 61% e 124 euros de ARR.
Relativamente à estada média, a Madeira teve também a maior
estada média do território nacional – 6 noites -, seguida do Algarve, com 5
noites, e Açores, Lisboa e Alentejo, com 3 noites.
O principal canal de distribuição foi a Booking, apontada
por 93% dos inquiridos, seguido do Website próprio para 83%.
Quanto a mercados emissores, Portugal, Espanha e Reino Unido
foram os mercados mais apontados pelos hoteleiros inquiridos.
Perspectivas 2023
A maioria dos hoteleiros prevê que, em todos os trimestres,
2023 será melhor do que 2019 e 2022 nos três indicadores: TO, ARR e Receitas. Portugal,
Espanha e Estados Unidos da América são os mercados mais apontados pelos
hoteleiros para 2023, seguidos do Reino Unido, França, Alemanha e Brasil.
Quanto à retoma, 54% dos inquiridos dizem que já atingiram
os níveis de 2019, no entanto 46% afirmam que só irão retomar os níveis
pré-pandemia entre o 1º semestre de 2023 e o 2º semestre de 2024.
Como principais
desafios para o sector em 2023, a Inflação é o principal para 88% dos
inquiridos. Custos com a energia, para 73%, e Instabilidade Geopolítica/Guerra
na Ucrânia, para 56%, completam o TOP 3.

