Paulo Rangel frisou o facto de sermos
um país atlântico e destacou que é a Madeira e os Açores que dão profundidade
estratégica à União Europeia porque a projectam no Oceano Atlântico. É essa a
importância das RUP portuguesas para a UE.
Portugal deve aproveitar esse
facto e lutar pelos direitos das RUP pela importância que elas representam para
a própria UE.
Por outro lado, o social-democrata
lembrou que em breve teremos o alargamento a leste, com a quase inevitável
adesão da Ucrânia, quando acabar a guerra. “A entrada de países a Leste vai
reforçar os pró-atlantistas”, referiu o eurodeputado. Esta entrada de países de Leste tem um valor geopolítico, porque serão aliados na ideia de que o Atlântico é fundamento, indica Paulo Rangel.
"Nós podemos ser ultra-centrais", refere o eurodeputado, uma vez que há a ideia de um mercado comum euro-americano, que lhes concederia uma centralidade totalmente diferente. Funchal e Angra seriam interpostos centrais nessas ligações entre continentes.
