Mesmo antes de ser conhecida uma solução para garantir maior segurança à zona da cascata dos Anjos, a mesma já fez estalar o verniz entre a Câmara Municipal da Ponta do Sol e o Governo Regional.

Numa reacção à notícia hoje avançada pelo DIÁRIO, na sua edição impressa, onde damos conta de que a socialista Célia Pessegueiro pede celeridade ao Governo de Miguel Albuquerque na apresentação de uma solução técnica para aquele local, o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas 'passou a bola' para a autarquia.

Pedro Fino acusa, inclusive, a presidente da Câmara de fazer "politiquice" com um matérias que dizem respeito "à protecção e segurança da população", algo que, segundo aponta, o Governo Regional não faz. "Isso tem sido demonstrado na actuação diária do Governo regional", afiança o governante com a pasta das obras públicas, salientando que, no caso particular da cascata dos Anjos, "o senhor presidente do Governo Regional já manifestou a intenção de apoiar financeiramente a obra de consolidação da escarpa".

Albuquerque admite “estudar” estrada dos AnjosAlbuquerque admite “estudar” estrada dos AnjosSem querer se comprometer o presidente do Governo Regional admitiu “estudar” um eventual acordo com a Câmara Municipal da Ponta do Sol para a estabilização da escarpa da estrada dos Anjos que está encerrada ao trânsito por risco de aluimento do talude. A declaração do chefe do Executivo madeirense foi proferida durante a visita à requalificação do cais da Ponta do Sol que custou 700 mil euros e inclui a consolidação da falésia para evitar a queda de pedras.dnoticias.pt

Perante essa disponibilidade para ajudar, Pedro Fino apenas pede à Câmara da Ponta do Sol que apresenta a solução técnica para o problema, para que, depois disso, o Governo se chegue à frente com a devida comparticipação financeira.

"O que se pede à Câmara Municipal da Ponta do Sol é que nos
diga qual a solução técnica a adoptar de modo a salvaguardar a segurança e preservar
a beleza natural daquele espaço", nota o secretário regional, esclarecendo que essa exigência só surge pelo facto de estamos perante uma estrada municipal, logo sob tutela da autarquia socialista. "É o mínimo que se pode pedir à Câmara Municipal
da Ponta do Sol é que nos diga o que fazer numa área que tutela", reforça.

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Quanto à crítica sobre a indisponibilidade dos rocheiros, Pedro Fino esclarece que os trabalhos realizados por estes homens carecem de um agendamento prévio, face às muitas solicitações que recebem. Reforça, por isso, a necessidade de um planeamento atempado para levar a cabo a intervenção tida por necessária.

Ao DIÁRIO, Célia Pessegueiro havia lamentado a demora na intervenção destes profissionais, que pretendia que fosse no imediato.

Perante o que foi noticiado hoje e no que toca à postura da presidente da Câmara, o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas diz estarmos perante "mais do mesmo", uma atitude que diz assentar em "não apresentar
soluções e remeter para o Governo Regional os problemas da autarquia".