“Santana está segura no que diz respeito à saúde” e “está
segura no que diz respeito ao socorro”. A garantia é do secretário regional de
Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, que hoje esteve em Santana.
Oportunidade para “transmitir à população” garantias de
segurança, depois das recentes críticas do presidente da Câmara Municipal e de
voto de protesto ontem aprovado, por maioria, em Assembleia Municipal, contra a
não reabertura das urgências do Centro de Saúde de Santana no período da noite.
Pedro Ramos foi este sábado a Santana tentar sossegar a
população, ao dar conta que desde há 46 anos o Governo Regional tem tido a
postura “de construir modelos de resposta que respondam à situação dos seus cidadãos”.
No caso das urgências no Centro de Saúde da cidade da costa norte da Madeira,
lembrou: “já passamos por um período em que as urgências estavam encerradas à
noite, depois aumentamos o período de funcionamento até às 22 horas”, para
garantir que actualmente o socorro está organizado de modo a garantir pronta resposta,
também à população de Santana. Para tal, lembra que a Madeira está coberta por “três
Centros de Saúde que formam um triangulo de segurança: São Vicente, Machico e
Calheta. E temos mais quatro Centros de Saúde que estão abertos entre as 08 e
as 22 horas que respondem à população também da mesma forma. A nível nocturno a
resposta é integrada, ou seja, o socorro tem de ser assegurado em menos de 60
minutos. É isso que dizem as regras internacionais, é isso que diz o modelo de
construção da resposta do socorro e que na Região, menos de 60 minutos qualquer
ponto da ilha está à distância da Unidade mais diferenciada, neste caso, do
Hospital Dr. Nélio Mendonça”, explicou.
Por outro lado, sustenta que “o sistema de transporte dos
doentes que têm algum grau de perigosidade é assegurado pelos bombeiros de uma
forma isolado, ou, se esse grau for mais evidente, assegurado pelos bombeiros mais
a EMIR”. EMIR que além de ter dois veículos em condições de responder em
simultâneo, “também se desloca ao encontro dos bombeiros, ao encontro dos
centros de saúde”, para reafirmar que “o transporte dos doentes é efectuado há
vários anos de uma forma segura”.
Argumentos para reiterar que “com base nos recursos que
nós temos nós não podemos estar a locar recursos para estar a trabalhar à noite
para depois, nos dias seguintes, não termos os médicos e enfermeiros para as
consultas que são devidas, e, portanto, tentar resolver um problema que não
existe, porque nós não temos doentes, nós estamos a criar um problema adicional”,
sustenta. Ainda assim admite que tal “não invalida que esta construção do
modelo de socorro e da assistência ao nível dos cuidados primários não se
altere com o tempo” ou seja, não exclui a possibilidade de reabrir as urgências
em Santana 24 horas/dia, mas “sem comprometer aquilo que são as consultas”,
ressalva.
Pedro Ramos regista ainda que Santana “acaba por ser um
dos centros de saúde beneficiado com o Programa Mais Hospital na Comunidade”, porque “o objectivo é manter o socorro como
deve ser: com 100 % de segurança e 100% de cobertura a nível dos cuidados de
saúde primários”.
Aproveitou para anunciar que Santana, a partir de Março, “vai
ter mais um médico”, procurando também desta forma reforçar a convicção que as
urgências encerradas à noite “não é uma situação de insegurança”. E não é
também pela qualidade do socorro, quer dos bombeiros que garante estarem
preparados para actuar em todas as situações, porque as ambulâncias estão
também equipadas (4 malas) para responder à altura.

