“Iremos fazer um gesto de renúncia, desta vez para ajudar os
nossos irmãos na Síria, afectados pelo recente terramoto”, disse o bispo do
Funchal, D. Nuno Brás, aquando da sua mensagem da Quaresma. Na ocasião, D. Nuno
Brás explicou que no Mosteiro de S. Tiago, em Qara, Síria, “está uma religiosa
portuguesa” que pediu ajuda, acrescentando que já foram enviados donativos, mas
é necessária mais apoio.

Na Quaresma que agora
iniciamos, quero convidar-vos a acolher e a escolher a vida. Que estes 40 dias
sejam uma verdadeira peregrinação interior, um caminho que nos leva a viver
mais próximos de Deus e a cuidar dos nossos irmãos.
— D. Nuno Brás.

D. Nuno Brás refere que escolher a vida é “escolher a vida da fé”
também, por isso sem ela “ninguém é capaz de corresponder plenamente aos apelos
de Deus”.

Quando a morte nos parece
cercar por vários lados (guerra na Ucrânia, terramoto na Turquia e Síria, Lei
da Eutanásia que querem aprovar, e tantas outras situações), é mais importante
que nunca corresponder ao apelo de Deus: “Escolhe a Vida”.
— D. Nuno Brás.

“Este apelo é dirigido a cada um de nós. Ele quer dizer: acolhe
o Espírito Santo que é vida; escuta a Palavra e converte-te; procura obedecer
aos mandamentos; sê compassivo, cuida do teu próximo”, disse o bispo da cidade
do Funchal.

O apelo é dirigido não só à Igreja, mas também a toda a
sociedade, pois é pedido que “nos disponhamos a construir um mundo cada vez
mais humano, onde a vida humana seja respeitada desde o seu início até ao seu
fim natural; onde as estruturas permitam a todos viver com a dignidade
correspondente à sua condição de seres humanos”.

A concluir, referiu que a renúncia da Quaresma passada foi “totalmente
entregue à Diocese de Mananjary, de que é Bispo o Senhor D. Alfredo Caires,
natural do Caniço”.