O Funchal é uma das cidades portuguesas que vai acolher, na próxima quarta-feira, uma vigília para "mostrar vergonha e pedir perdão" pelos abusos sexuais no seio da Igreja, avança a edição on-line do Expresso.

Aberta a todos os católicos, a vigília está marcada para Quarta-Feira de
Cinzas.

Em Lisboa o encontro vai acontecer em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, pelas 21h. No
Funchal desconhece-se ainda o local da sua realização.

“O objectivo principal é exprimir a nossa dor pela dor das vítimas. A Igreja
não são apenas padres e bispos. Nós, católicos, também somos Igreja e, como
tal, sentimos necessidade de pedir perdão às vítimas através da oração.
Queremos mostrar o nosso choque, vergonha e perplexidade pelo que aconteceu e
salientar que não ficámos indiferentes perante este flagelo”, explica Margarida
Neto, uma das organizadoras da iniciativa, ao jornal Expresso.

A vigília decorrerá de forma silenciosa e não haverá lugar a discursos.

Os relatos de abusos sexuais a menores têm chocado o País, desde que a
Comissão Independente liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Setrecht tornou
público o relatório do trabalho desenvolvido nos últimos meses.

No que respeita à Madeira foram reportados 14 casos de abusos perpetrados por
padres e outros elementos ligados à Igreja.

Ontem o País foi surpreendido pela iniciativa do ex-padre madeirense Anastácio
Alves de se deslocar à Procuradoria-Geral da República, para ser notificado. Em vão. É
acusado de 5 crimes de abusos sexuais de menores.

Como revela a edição impressa do DIÁRIO deste sábado o ex-pároco da Nazaré e
da Quinta Grande pode ser julgado no Funchal ainda este ano.