Foi através do Cónego Marcos Gonçalves que a Diocese do Funchal disse desconhecer os novos avanços no caso do ex-padre Anastácio Alves, que é acusado de vários crimes de abuso sexual de menores, quando exercia em várias paróquias da Região.
O responsável pelo Gabinete de Comunicação da Diocese, ao DIÁRIO, refere que "a Diocese acaba de ter conhecimento pelos meios de comunicação social" dos novos contornos deste caso, nomeadamente que o ex-pároco se terá apresentado na Procuradoria-Geral da República, no dia de ontem, tendo sido 'reencaminhado' para o Tribunal do Funchal, onde decorre o processo em que está envolvido.
Marcos Gonçalves disse que a Diocese do Funchal "não tinha qualquer conhecimento sobre o assunto", referindo, em adiantamento, a importância de "deixar que a justiça faça o seu caminho".
Ainda ontem, interpelado pelo DIÁRIO, o bispo do Funchal remeteu-se ao silêncio sobre esta caso e sobre os restantes crimes de abusos sexuais de que alguns elementos ligados à Igreja madeirense são acusados, muitos dos quais já abordados ao longo dos anos por este jornal, mas que foram reavivados com o relatório elaborado pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.
D. Nuno Brás limitou-se a referir que "os madeirenses vão ter que esperar" pelo desenrolar dos processos que estão em curso.

