A Secretaria Regional da
Saúde e Proteção Civil garante que o familiar do presidente do Serviço de
Protecção Civil, que concorreu para a vaga de assistente técnico do gabinete de
Pedro Ramos, “foi excluído do processo de recrutamento”.
O esclarecimento é
prestado na sequência da notícia que faz manchete na edição deste domingo no
DIÁRIO, dando conta de suspeitas de favorecimento no concurso de recrutamento. Um
parente de António José Nunes foi um dos mais de 500 candidatos ao lugar de
assistente técnico do gabinete de Pedro Ramos e o único a obter a pontuação
máxima na prova de escrita, estando em posição privilegiada para a vaga proposta.
Reagindo à notícia, a
Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil esclarece que “em nenhum momento
favoreceu algum candidato em detrimento de outro no âmbito do concurso de
recrutamento para uma vaga de assistente técnico, a decorrer”.
"O concurso de recrutamento obedece as regras dos concursos públicos e definiu de forma muito clara e transparente os momentos de avaliação em que os candidatos seriam alvo de avaliação".
Revela que o candidato
mencionado pelo DIÁRIO, “foi
excluído do processo de recrutamento, por não ter marcado presença num dos
momentos da avaliação, na entrevista”, acrescentando que “neste momento decorre
a conclusão das actas por parte do júri nomeado para o referido concurso
seguindo-se a notificação dos candidatos aprovados para o referido concurso”.
A Secretaria dirigida
por Pedro Ramos termina garantindo que se rege “pela transparência, ética e
diálogo em todos os momentos da sua actividade governativa”.
O “diálogo” por que se rege a tutela do Governo Regional só
não se verificou nos pedidos de esclarecimento apresentados pelo DIÁRIO na
sequência da polémica que se verifica em torno deste caso.
Conforme lê-se na edição
impressa, o DIÁRIO questionou se a tutela sabia da admissão,
entre os candidatos, da familiar do presidente do Serviço Regional de Protecção
Civil; se havia algum conflito de interesses no caso concreto; e se considerava
algum constrangimento ético ou político, embora até pudesse não existir
qualquer impedimento legal. Sobre essas matérias, a Secretaria da Saúde não se
pronunciou.
Nada foi dito, igualmente, sobre um eventual
favorecimento, tendo em conta que o lugar posto a concurso está afecto ao
Gabinete do secretário regional, governante que convidou José António Nunes
para o cargo de presidente do Serviço Regional de Protecção Civil.
Entretanto, mais de dois meses depois
de ter sido realizada a entrevista, ainda não foram divulgados publicamente os
respectivos resultados.
