Dissolução
do Parlamento e eleições antecipadas a 10 de Março. Foi esta a decisão do
Presidente da República, na sequência do pedido de demissão do primeiro-ministro,
António Costa, alvo de uma investigação do Ministério Público no Supremo
Tribunal de Justiça, motivada por suspeitas de prevaricação, corrupção e
tráfico de influência nos negócios de exploração de lítio em Montalegre e
Boticas e de exploração de hidrogénio verde em Sines.
O chefe de
Estado aceitou de imediato a demissão, a 7 de Novembro, e nos dois dias
seguintes ouviu os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, antes
de tornar pública a sua decisão.
A
formalização da demissão do Governo aconteceria, porém, um mês depois, a 7 de
Dezembro, para permitir a aprovação do Orçamento do Estado para
2024 (OE2024), que foi aprovado em votação final global na Assembleia da
República, em 29 de Novembro, com votos a favor da maioria absoluta de deputados
do PS, abstenções dos deputados únicos de PAN e Livre e votos contra das restantes
bancadas.
Ainda que o
primeiro-ministro e respectivo executivo continuem em funções até à posse do
seu sucessor e do novo Governo, os partidos começaram a preparar-se, já este
mês, para as legislativas.
O que segue
agora?
