Pelo menos nove soldados israelitas morreram hoje na Faixa de Gaza durante uma emboscada palestiniana, um dos ataques mais mortais desde o início do conflito, divulgaram hoje fontes militares de Israel, noticia a agência AP.

A emboscada ocorreu na terça-feira em Shijaiyah, quando as tropas israelitas procuravam um aglomerado de edifícios e perderam a comunicação com quatro soldados, que tinham sido alvo de ataques.

Quando os outros soldados lançaram uma operação de resgate foram surpreendidos com tiros pesados e explosivos, indicaram fontes militares.

Esta emboscada ocorreu após várias afirmações do exército israelita de que tinha desmantelado a estrutura de comando do Hamas no norte de Gaza, matado milhares de combatentes e detido centenas.

O ataque aéreo e terrestre de Israel matou mais de 18.600 palestinianos, de acordo as autoridades de saúde de Gaza.

A cidade de Gaza e as cidades vizinhas foram destruídas, sendo que quase 1,9 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas.

A crise humanitária daí resultante provocou indignação internacional.

Os Estados Unidos têm apelado repetidamente a Israel para que tome medidas no sentido de poupar civis, apesar de terem bloqueado os apelos internacionais para um cessar-fogo.

A administração Biden opôs-se publicamente a um cessar-fogo na Faixa de Gaza porque acredita que este seria usado pelo Hamas para se rearmar e atacar novamente Israel.

A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 68.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 18.000 mortos, na maioria civis, e mais de 50.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, e cerca de 1,9 milhões de deslocados, segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano pobre numa grave crise humanitária.