“Acho que a
decisão do Presidente da República foi ponderada e acertada, havia que devolver
ao povo português a decisão sobre o governo e o futuro do país", afirmou Miguel Albuquerque, numa primeira reacção à decisão de Marcelo Rebelo de Sousa de dissolver a Assembleia da República e convocar eleições.

“Como disse,
circunstâncias fortuitas e inesperadas levaram à queda de um governo que tinha
maioria absoluta, com a demissão do primeiro-ministro. Não fazia
nenhum sentido nem seria viável, nem seria um factor de estabilidade, manter um
governo de transição", sublinha.

Por isso, não tem dúvidas de que a única solução foi convocar eleições. Acto eleitoral que vai acontecer a 10 de Março.

"Do meu
ponto de vista é, talvez, um tempo demasiado longo, mas é a decisão do
Presidente da República que, como afirmou, é necessário que as forças políticas
tenham capacidade de ser recompor, nas actuais circunstâncias", afirma.

Miguel Albuquerque considera que compete ás forças políticas garantirem alternativas e defender o regime democrático.

“Vamos ter
um acto eleitoral em Março, depois as eleições europeias e é decisivo, neste
momento, que os partidos políticos se apresentem com uma alternativa muito
clara aos portugueses, no sentido de ser conferida às instituições democráticas
a confiança e estabilidade necessária para a salvaguarda do próprio regime
democrático em Portugal."