O Sindicato Democrático dos
Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) emitiu uma nota de imprensa no qual "defende um ordenado base, de entrada na
carreira, de 1.600 euros para os enfermeiros que trabalham no sector público, em
vez dos atuais 1.280, a exemplo de outras carreiras. Este valor foi proposto
numa reunião efetuada esta semana, com o secretário regional da Saúde e
Proteção Civil da Madeira, Pedro Ramos", informa.
Diz ainda a estrutura sindical que "a reunião foi solicitada pelo
SINDEPOR devido à greve às horas extraordinárias que decretou até final deste
ano e que teve início a 3 de Novembro. Nas outras reivindicações apresentadas
pelo sindicato, está a atribuição de um subsídio de risco para os enfermeiros e
a antecipação da idade da reforma para os 60 anos de idade".
Assim, "na impossibilidade de baixar a
idade da reforma para os 60 anos, o SINDEPOR propõe uma diminuição de dois
turnos por semana para os enfermeiros com esta idade ou superior e defende a
redução de um turno semanal para os enfermeiros a partir dos 55 anos de idade", destaca.
Já "a questão dos concursos para
especialistas também esteve em cima da mesa", sendo que "os responsáveis da Secretaria Regional de Saúde e da Proteção Civil responderam ao SINDEPOR que as
propostas apresentadas vão ser estudadas", garante.
Mais, "o SINDEPOR reclamou ainda que não
se obriguem os enfermeiros com mais de 50 anos de idade a trabalhar horas
extraordinárias, sendo que, se estes entenderem fazê-las, fica ao critério de
cada um. Os sindicalistas sublinharam também a necessidade de respeitar as 11
horas de intervalo entre turnos de acordo com a lei".
Segundo Evaristo Faria, coordenador do SINDEPOR na Madeira, "o secretário Regional da Saúde
Pedro Ramos tem adotado sempre uma posição de abertura e diálogo connosco, que
enaltecemos, e esperamos que a mesma seja seguida pelas chefias intermédias".
"Marcámos esta reunião para
explicar os motivos que nos levaram para a greve", reforça. "Não estamos contra os
enfermeiros que optem por fazer horas extra. Simplesmente, queremos evitar
situações de rutura física e/ou emocional dos enfermeiros por excesso de
trabalho", explica o líder insular do SINDEPOR. "Ao corrigirmos e evitarmos
eventuais situações de rutura por parte dos enfermeiros, estamos a melhorar a
segurança e qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos", concluiu.
Além de Pedro Ramos, diz o SINDEPOR, participaram
nesta reunião, entre outros, o presidente do conselho de administração do
SESARAM, Herberto Jesus, a vice-presidente Filipa Freitas e o diretor clínico,
Júlio Nóbrega, enquanto que da parte sindical estiveram
presentes, além de Evaristo Faria, Zita Silva, da direção nacional, o dirigente
regional João Silva e o consultor jurídico Ricardo Gouveia.
