No Palácio de
São Lourenço, o representante da República para a Região, Ireneu Cabral Barreto, recebeu na tarde desta terça-feira, em audiência, o responsável da Agência para a Integração
Migrações e Asilo e o Coordenador Superior de Investigação Criminal, César José
Inácio.

Em declarações
ao DIÁRIO, o responsável da Agência referiu que a migração é notória e evidente
para quem anda na rua e, nesse sentido, tem existido “um fluxo em crescendo nos
últimos cinco anos” de população estrangeira residente na Região. No que toca às
nacionalidades predominantes, César José Inácio contou que tendo em conta a
relação que a Madeira tem com o país, a origem venezuelana é aquela que tem
mais destaque.

No entanto, o
responsável da Agência para a Integração Migrações e Asilo acredita que se vai
perder essa predominância porque “à medida que o tempo vai passando muitos
cidadãos venezuelanos, ou luso-venezuelanos, vão adquirindo a nacionalidade
portuguesa e os seus filhos já têm a nacionalidade portuguesa”.

Para além da
origem venezuelana, o número de pessoas provenientes do Brasil tem crescido,
assim como de indivíduos de nacionalidade inglesa e alemã. Actualmente, César
Inácio destaca a chegada e fixação de outras nacionalidades. “Está a surgir,
como em todo o território nacional, a fixação de cidadãos de origem indostânica
- Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Maldivas, Butão e Nepal”, indicou.

Relativamente à
situação de conflito Rússia - Ucrânia, disse que
tiveram “um número crescente no ano passado, quando se desencadeou a guerra”,
mas agora está “equilibrado e sem grandes alterações”. Já sobre o conflito
Palestina-Israel, ainda não há notícias nem números, mas receber pessoas desses
países é uma possibilidade.

Esta notícia foi elaborada pela estagiária Bruna Jardim, com supervisão do editor-executivo Ricardo Duarte Freitas