No final da arruada que esta manhã juntou cerca de duas dezenas de
sindicatos e pensionistas no Funchal, Alexandre Fernandes, coordenador da USAM,
frisou que o aumento geral e significativo dos salários para todos os
trabalhadores é a principal reivindicação, “pelo menos 15% não inferior a 150
euros”, porque “é uma emergência nacional e porque é um elemento fundamental
para melhorar de imediato as condições de vida dos trabalhadores e garantir o
futuro do país e da Região”.
“Os trabalhadores e pensionistas, bem como outras camadas da população,
particularmente os jovens, enfrentam graves dificuldades no seu dia-a-dia e as desigualdades
já existentes acentuam-se em consequência da ausência de resposta aos graves
problemas estruturais do país. É enorme o fosso entre a larga maioria que luta
diariamente para pagar as contas, nomeadamente a renda ou prestação ao banco e
para pôr comida na mesa”, disse, exigindo uma “política alternativa que distribua
a riqueza de forma justa e que respeite e valorize o trabalho e os
trabalhadores.
Reforça ainda que “esta luta não para com a demissão do primeiro-ministro,
com a dissolução da Assembleia da República, nem com o Orçamento de Estado
aprovado”.
