Por ter sido mais significativa na zona de Santa Cruz, a
chuva ocorrida esta segunda-feira à noite impediu a aterragem, por má
visibilidade junto à pista do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano
Ronaldo, de dois voos com destino ao Funchal. Em causa movimentos operados pela
Ryanair, proveniente de Paris, e pela TAP, oriundo de Lisboa.

A primeira aeronave, que tinha chegada prevista pelas
22:15, por ter chegado com cerca de 30 minutos de atraso, foi o suficiente para
coincidir com o início do ‘pico’ da precipitação registada na zona leste da
ilha. Acabou por divergir para o aeroporto de Porto Santo depois de falhar
tentativa de aproximação à pista do aeroporto da Madeira. Ao início da
madrugada, pouco depois da 01:00, completou, finalmente, a viagem entre a
capital francesa e o Funchal, ao concretizar a curta ligação entre as duas
ilhas do Arquipélago da Madeira.

Opção diferente teve o comandante do voo da TAP que tinha
chegada programada para as 22:55. Depois de algumas voltas de espera entre a
Madeira e o Porto Santo, a aeronave da companhia de bandeira portuguesa retomou
ao aeroporto de origem, tendo a viagem sido dada como cancelada. Consequência
desta decisão, o primeiro voo à partida da Madeira programado para a madrugada
desta terça-feira e que deveria ser operado pelo mesmo aparelho, foi também
cancelado.

Registe-se que estes contratempos coincidiram com o
período de maior intensidade na precipitação verificada em todo o período de
chuva que marcou a última noite na Região. Os registos da rede de estações
meteorológicas automáticas do IPMA na Madeira revelam que foi precisamente em
Santa Cruz/Aeroporto o único registo em que a chuva atingiu quantidade de aviso
amarelo (que esteve em vigor), com 11,8 litros por metro quadrado entre as
22:40 e as 23:40.

Contas feitas, dois voos foram cancelados (chegada e
partida) e um avião divergido.