Pedro
Calado anunciou, esta tarde, que – na sequência do projecto ‘Habitação
Solidária’, desenvolvido em parceria com a Associação Protectora dos Pobres
(APP), desde Dezembro de 2022 – a Câmara Municipal do Funchal (CMF) prevê “para
breve” a
abertura de uma segunda habitação para acolher pessoas em situação de sem-abrigo,
desta feita destinada a quatro mulheres.
O
anúncio foi feito pelo autarca durante a apresentação de resultados do projecto
‘InFinito 2023’, que aconteceu ao final da tarde desta segunda-feira.
“Temos agora uma residência que estamos a dinamizar, pela primeira vez, numa
casa que estamos a gerir na Avenida Luís de Camões, e que contribuiu para
retirar pessoas da rua e integrá-las na sociedade. Não foi só dar-lhes um
abrigo, para que não apanhassem chuva. Foi para dar-lhes uma residência onde
são autónomos, onde são independentes e têm trabalho, conseguem fazer a sua
integração plena na sociedade. Esse projecto já tem mais de um ano e está a ser
muito bem-sucedido e vamos avançar para uma segunda moradia, agora para as
senhoras. O primeiro foi para os senhores, agora para as senhoras”, revelou na
ocasião Pedro Calado.
Quanto ao projecto
‘InFinito 2023’ propriamente dito chegaram, hoje, ao fim as oficinas
participativas, que envolveram oito utentes da Associação Protectora dos Pobres
(APP), durante duas semanas, no Estúdio de Criação Artística da Câmara
Municipal do Funchal, no Largo do Corpo Santo.
O projecto,
apoiado financeiramente pela autarquia do Funchal, no montante 5 mil euros,
liderado por Inês Costa Neves e Laura Andrade, juntou os artistas Marco Lima
(área de expressão corporal), Emmy Curl (área de expressão musical), Rodrigo
Costa (área de expressão plástica) e Filipe Ferraz (área de expressão
literária).
Na cerimónia
de encerramento, que decorreu ao final da tarde, no Estúdio de Criação
Artística, e na qual foi apresentada uma performance com os utentes da APP, o
presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) felicitou o projecto,
desenvolvido em parceria com a Secretaria Regional do Turismo e Cultura, que
tem permitido disponibilizar aos artistas um local de trabalho em regime de
porta aberta e em ligação à comunidade local, a par do apoio financeiro para o
desenvolvimento dos seus projectos.
“Temos
o prazer de dizer que estamos a contribuir para uma independência financeira de
muitos dos nossos artistas. Estamos a contribuir ao longo do ano, com várias
situações, estamos a permitir várias actuações, não só na cidade, como em salas
de espectáculo nossas e isso dá-nos uma grande alegria”, destacou Pedro Calado,
acrescentando que o contributo da autarquia “não é só financeiro”
“O
nosso projecto é trazê-los cá para fora, fazer com que os jovens acreditem e
sintam, no dia-a-dia, que é possível ter uma vida diferente. Hoje os
nossos jovens já podem começar a pensar e a sonhar em trabalhar exclusivamente
da arte, da música, da expressão plástica, artística”, vincou.
Refira-se
que o Estúdio de Criação Artística está a fazer um ano de utilização no próximo
mês de Dezembro e já acolheu mais de 14 projectos e 47 artistas.
