A ex-eurodeputada socialista Liliana Rodrigues entende que "qualquer militante pode ser
candidato à liderança do PS Madeira". Contudo, julga que antes de avançar com a dança dos nomes, "seria muito mais importante o partido fazer uma profunda reflexão
sobre o que tem sido a estratégia política do partido nos últimos cinco
anos", já que desde 2019 que o PS-M "acumula derrotas, perdendo o seu espaço e,
por consequência, a sua força eleitoral".
Em declarações ao DIÁRIO, e tendo como pano de fundo o anúncio de Paulo Cafôfo que será candidato à liderança do PS-M, Liliana Rodrigues lamenta que aos poucos, tenha sido "subtraída a capacidade de parar e reflectir sobre o mundo à nossa volta". Por isso, detecta que "foi
fracassando a capacidade de lidar com o pensamento divergente".
Pensar diferente
não é estar contra. É simplesmente isso: mais uma perspectiva, que deve ser considerada
e fomentada. A escuta é a melhor característica de qualquer liderança. Quem não
compreende isso não pode ser líder. Não há líderes “melhores”. Há
líderes capazes. Essa ideia absurda de que há militantes que são maiores que do
que o partido é de uma vaidade básica. Diria até, infantil.
Julga que no PS Madeira "há muita gente
capaz e é nessa reflexão, entre todos, que devemos reunir um compromisso
pensando o futuro da Madeira".
Em relação a Sérgio Gonçalves, líder não
recandidato, numa análise puramente política, Liliana Rodrigues entende que só ele poderá responder sobre as
razões da sua não recandidatura, embora entenda ser mais ou menos claro que "a demissão
deveria ter acontecido no dia das eleições por força dos resultados francamente
negativos".
Julga ainda que a antecipação do Congresso é
fundamental para que o partido "não fique refém de um tempo que não tem e se
preparar para os desafios que se impõem ao PS Madeira e à nossa Região".
