O grupo
parlamentar do PSD responsabilizou, esta tarde, o Governo da República pela
falta de ligações aéreas directas entre o Porto Santo e Portugal continental
durante todo o ano, acusando o executivo de António Costa de actuar com menosprezo
e desleixo nesta questão. A crítica à falta de continuidade territorial,
expressa através de comunicado, acontece no fim-de-semana em que se realizou a
última ligação aérea da TAP entre o continente e a ‘ilha dourada’.

Na citada
nota são citadas críticas da deputada portossantense Carla Rosado, que lamenta que
o Porto Santo, de novo, “seja prejudicado por não haver uma ligação directa com
o continente durante todo o ano, que deveria ser assegurada pela TAP, a tal
companhia aérea de bandeira nacional, com o intuito primeiro de esbater os
efeitos da dupla insularidade e da sazonalidade”.

Na avaliação
da porta-voz ‘laranja’, o governo de António Costa e o PS nada têm feito para
melhorar esta realidade, atrasando mesmo o desenvolvimento da Região Autónoma
da Madeira, particularmente o da ilha do Porto Santo. “Mais uma vez, a República
marginalizou a ilha do Porto Santo e não respeitou o princípio da continuidade
territorial, demonstrando total desconsideração pela população local e falta de
interesse no que diz respeito à mobilidade de residentes e ao desenvolvimento
turístico, tão importante para a economia local, criação de postos de trabalho
e abertura a novos nichos de mercado, sobretudo numa altura e num ano em que
todas as unidades hoteleiras locais estão a funcionar na época baixa”, disse Carla
Rosado.

No mesmo
comunicado elogia-se o Governo Regional, “por tudo o que tem feito para
dinamizar a mobilidade inter-ilhas”, dando o exemplo da implementação do
"Subsídio Social de Mobilidade". Já “o Governo de António Costa,
apoiado pelo PS Madeira, apenas tem-se pautado por uma conduta de silêncio e
menosprezo, desleixando-se, não só face a esta ligação direta com o Continente,
mas também, por exemplo, no que concerne à rota Porto Santo/Funchal/Porto
Santo, cujos procedimentos são marcados por atrasos recorrentes”, conclui o
grupo social-democrata.