Os acionistas da SAD do Marítimo aprovaram, por maioria absoluta, nesta quinta-feira o relatório de gestão e contas de 2022/23, que encerrou com um resultado líquido negativo de 338 mil euros.

Não há memória de uma Assembleia Geral da SAD do Marítimo que tivesse demorado tanto tempo quanto a que se realizou hoje. Foram mais de três horas que os acionistas da SAD verde-rubra estiveram reunidos, no complexo desportivo do clube em Santo António, a discutir as contas da colectividade.

"Durou 3h38 minutos, o que significa que houve tempo suficiente para que tudo fosse esclarecido", começou por anunciar José Augusto Araújo, presidente da mesa da Assembleia Geral, que acrescentou ter ficado surpreendido com a ausência do presidente Rui Fontes, reforçando tratar-se de "uma situação que não é muito comum".

Além disso, José Augusto Aráujo deixou a garantia que ainda não recebeu qualquer pedido de demissão dos elementos da direcção do clube, apesar de nesta tarde os directores Eugénio Mendonça, Carlos Baptista, Marco Fernandes e Nuno Aguiar terem anunciado a saída do clube.

Até agora não recebi qualquer pedido de demissão de nenhum dirigente do Marítimo. A partir do momento em que exista de facto demissões e falta de quórum, existe um prazo de 30 dias para marcar eleições. Mas como disse ainda não recebi nenhuma demissão.
— José Augusto Araújo, presidente da mesa da Assembleia Geral

No final da Assembleia Geral, alguns acionistas pintaram mesmo um quadro negro sobre a situação financeira da SAD insular.

Estou esclarecido, mas um pouco preocupado, porque o cenário que foi apresentado ali dentro torna as coisas muito difíceis para este ano. O saldo é claramente negativo, mas mais do que ser negativo, é destacar a dificuldade que teremos, em termos de tesouraria, para cumprir no próximo ano
— Carlos André Gomes