O segundo dia da greve nacional convocada pela Federação
Nacional dos Médicos (FNAM) mobilizou 28 médicos do Serviço Regional de
Saúde da Madeira (SESARAM), num universo de 505 profissionais de serviço, apurou
o DIÁRIO, correspondendo a uma adesão de 5,5%.

Aderiram à paralisação dos serviços médicos públicos menos 13 profissionais do que no primeiro dia, que contou com uma adesão de 8,13% (41
médicos). Os médicos grevistas integram os serviços primários (centros de
saúde) e hospitalares.

A nível nacional, a adesão à greve, de acordo com a FNAM,
rondou os 85% na terça-feira e os 90% esta quarta-feira.

O descontentamento dos médicos tem sido manifestado com
greves e com a entrega, por cerca de 2.500 clínicos, de minutas de declarações
de dispensa ao trabalho extraordinário, além das 150 horas anuais obrigatórias,
que tem provocado constrangimentos nos serviços de urgência de vários hospitais
do Serviço Nacional de Saúde.

Na proposta apresentada aos sindicatos na quinta-feira, o
Ministério da Saúde prevê um suplemento de 500 euros mensais para os médicos
que realizam serviço de urgência e a possibilidade de poderem optar pelas 35
horas semanais.

A FNAM tem agendada nova greve para os dias 14 e 15 de
Novembro, caso não chegue a acordo com o Ministério da Saúde.