A Região vai receber mais 119 milhões de euros de fundos comunitários, aprovados hoje no Conselho Europeu, no âmbito da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Do
reforço de 119 milhões de euros, 95 milhões de euros são para investimentos
determinados pela Região, a que acresce 24 milhões de euros de acesso a Avisos
Nacionais, que permitirão o fortalecimento de um conjunto de reformas já em
execução e o financiamento de novos investimentos, nomeadamente na área das
energias renováveis através das medidas elencadas no REPowerEU, informa a Secretaria Regional das Finanças (SRF).
Ainda
no âmbito do Plano RePower, a Região propôs a aplicação de uma dotação de cerca
de 22 milhões de euros para a eficiência energética em edifícios, quer
públicos, quer empresariais, quer, ainda, residenciais para as famílias
madeirenses e 9 milhões de euros para a descarbonização dos transportes.
Para
o secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, "este é o desfecho de um
trabalho significativo e de um esforço muito grande feito pela Região, quer
através do Governo Regional, quer através do Instituto de Desenvolvimento
Regional (IDR) e da sua equipa", pode ler-se na nota enviada.

A SRF lembra que este
exercício de reprogramação surgiu da necessidade de enquadrar o reforço das
verbas e de acautelar os constrangimentos colocados à execução do PRR, em
consequência das dificuldades no acesso a matérias-primas e do aumento
generalizado da taxa de inflação após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Esta
terça-feira, o Conselho Europeu aprovou essa reprogramação substancial
do PRR e a principal novidade para o plano regional está
na introdução sete novos Investimentos, passando dos actuais nove para 16 e com
acréscimo de ambição em dois dos investimentos em curso: Transição Digital da
Administração Pública da RAM e Programa de Aceleração da Digitalização da
Educação na RAM.
Foi também apresentada uma nova Metodologia de Aumento de Custos com o objetivo de possibilitar uma adaptação ágil e precisa dos investimentos às mudanças na conjuntura económica.
A SRF realça que, na
Região, esta Metodologia tem um impacto direto em investimentos que envolvem
uma componente significativa de aumento de custos não relacionados com
construção ou equipamentos, tais como o reforço do Serviço Regional de Saúde da
Madeira, o Plano de eficiência e reforço hídrico dos sistemas de abastecimento
e regadio da RAM, entre outros.
Da
mesma forma, terá impacto em investimentos que implicam custos adicionais
significativos, devido à aquisição de equipamentos ou veículos, como a promoção
da eletricidade renovável no arquipélago.
Por
outro lado, esta reprogramação não só adapta o PRR regional às novas
realidades, como aumenta a ambição do programa.
