"Estão duas frentes activas e os bombeiros continuam a trabalhar para controlar o incêndio, mas está longe de estar controlado", refere o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, relativamente ao fogo que alastra desde a noite desta segunda-feira, 9 de Outubro, naquele concelho.
O autarca esclarece que neste momento as chamas lavram na zona do Ovil e entre o sítio do Rochão e o sítio das Florenças, no Arco da Calheta.
Questionado se existiam habitações em risco, Carlos Teles afirma que "neste momento não há casas em risco".
Os Bombeiros Voluntários da Calheta receberam o alerta de incêndio às 23h52 da noite de ontem. O edil considera que pelas horas que deflagrou existe a suspeita de ter sido fogo posto. "Há
suspeitas, mas não há provas. Na zona onde foi e a esta hora da noite não é
muito normal que deflagre um incêndio do nada. As suspeitas de fogo posto são
muito fortes, mas para isso as autoridades estão a trabalhar no terreno tanto a
Polícia Judiciária como as outras entidades com responsabilidade na matéria.
Temos de deixa-los trabalhar", disse.
Tivemos um Verão excelente em matéria de incêndios, até
porque o programa POCIR ajuda bastante a controlar o aparecimento de incêndios.
Infelizmente, com estas temperaturas anormais fora de tempo, a verdade é que
desde o dia 4 de Outubro que estamos com estas temperaturas anormalmente altas e acabou por acontecer. As condições climatéricas infelizmente ajudam a este tipo
de acontecimentos, mas obviamente que estamos preocupados. A verdade é que cada
vez mais surgem os incêndios a estas horas da noite o que faz as
entidades começarem a desconfiar daquilo que está a acontecer. A nossa
obrigação e responsabilidade é colocar os meios no terreno para combater este
flagelo, que são os incêndios.
Relativamente à quantidade de meios que estão no local, o presidente da autarquia da Calheta diz que estão "seis corporações de bombeiros, 66 homens no terreno, o Instituo de Florestas e Conservação da Natureza", assim como a própria autarquia, através da Protecção Civil, mas ainda assim considera que dada a dimensão do fogo "os meios nunca são suficientes".
"Quando a situação é complicada, como é caso, os meios nunca
são suficientes, mas a verdade é que nós temos aqui seis corporações de
bombeiros, temos 66 homens no terreno, temos o Instituto de Florestas e
Conservação da Natureza, temos a Câmara Municipal, através da sua Protecção
Civil, temos o meio aéreo, que só pode actuar durante o dia. Temos muita gente
aqui no terreno", disse acrescentando que "muitas vezes estes homens, que põem em risco a sua vida, sentem-se impotentes para controlar o poder das chamas".
