O PCP esteve hoje em contacto com os trabalhadores da
administração pública onde abordou a realidade laboral neste sector.
Ricardo Lume afirmou que “há muito que os
trabalhadores da administração pública são confrontados com ataques que visam a
precarização das suas condições de trabalho: a imposição de sistemas de
avaliação injustos, a destruição de centenas de carreiras profissionais, o
aumento dos salários a baixo do valor da inflação e o aumento do número de
contratos a termo são disso exemplo”, sublinhando que “os vínculos precários
continuam a ser um grave problema na administração pública regional que nega a
estabilidade laboral a mais de 1100 trabalhadores na nossa Região que
desempenham funções fundamentais para garantir o funcionamento dos serviços
públicos”.
“Apesar
da propaganda do Governo Regional de combater a precariedade laboral na administração
pública, o que verificamos é um aumento exponencial de contratos a termo neste
sector”, disse.
Ricardo
Lume referiu ainda que, em Dezembro de 2016 quando o Governo Regional aprovou o
plano de combate à precariedade laboral existiam 606 trabalhadores com contrato
a termo na administração pública e que, “quase seis anos depois da
implementação do plano, em Setembro de 2022, existiam 1178 trabalhadores com
contrato a termo, ou seja, apesar do anunciado combate à precariedade o que
verificamos foi um aumento na ordem dos 94% de vínculos a termo na administração
pública regional”.
“Se é verdade que
nos últimos anos foi possível a reposição defesa e conquista de direitos, agora
com a maioria absoluta do PS na Assembleia da República e com um Governo de
coligação PSD e CDS na Região a defesa e conquista de direitos só será possível
com a intensificação da luta dos trabalhadores e com a intervenção decisiva do
PCP”, acrescentou.
