Os enfermeiros que trabalham no
SESARAM vão receber 4 pontos na avaliação de desempenho referente ao biénio
2021-2022. Esta é uma das principais novidades da reunião que o Sindicato
Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) solicitou ao secretário
regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, e que se realizou ontem com as presenças do coordenador do sindicato, Evaristo Faria, com Alexandra Freitas e Óscar Ferreirinha.

Os quatro pontos no biénio de
2021-2022 juntam-se aos já conhecidos 4 pontos em 2019-2020, explicou o sindicato em comunicado de imprensa. Quanto ao
compromisso de notificação e progressão dos enfermeiros, "esse trabalho está em
curso e muitos enfermeiros já transitaram de escalão por via da aquisição de 10
pontos acumulados". Também os enfermeiros supervisores e chefes
também vão progredir na carreira, acrescenta.

Na reunião com Pedro Ramos, o
SINDEPOR voltou a defender que os enfermeiros recebam 6 pontos em próximos
biénios.

“Antes de 2004, progredíamos na carreira de 3 em 3 anos. Como isso acabou, nós defendemos que os enfermeiros do SESARAM sejam classificados com 6 pontos nos próximos biénios de forma a compensar este travão nas progressões
— Evaristo Faria, coordenador do SINDEPOR na Madeira.

A reunião com o secretário
Regional da Saúde confirmou também que, já no início deste ano, será aberto um
novo concurso para enfermeiros especialistas, algo de muito aguardado pelos
profissionais.

Quanto ao pagamento do subsídio de risco covid a todos os
enfermeiros que prestaram serviço nas Áreas Dedicadas aos Doentes
Respiratórios, este é para pagar não apenas em meio hospitalar, mas também nos
centros de saúde.

Por seu turno, o concurso para 80 enfermeiros continua a
desenvolver-se e "ficou claro que os profissionais com vínculos precários terão
prioridade", refere o SINDEPOR.

O sindicato apresentou um conjunto
de propostas que mereceram abertura por parte de Pedro Ramos. Aqui se inclui o
pagamento de um subsídio de risco para todos os enfermeiros do SESARAM, tendo
em conta o risco e a penosidade da profissão, a antecipação da idade da reforma
e um aumento da base salarial devido ao atual quadro de inflação.

Sindicato defende que enfermeiros do SESARAM que emigraram vejam contacto tempo de serviço

O sindicato defende ainda que os
enfermeiros que trabalharam no SESARAM e optaram por emigrar vejam contado o
tempo de trabalho que tinham na instituição e que foi interrompido para
exercerem no estrangeiro. Para o SINDEPOR, esta contagem deve ser efectuada para
os que já regressaram, mas também servir como incentivo para o retorno daqueles
que estão emigrados, tendo em conta a falta de enfermeiros na Região.

O SINDEPOR ficou de apresentar
uma solução, que já está a ser desenvolvida pelo departamento jurídico do
sindicato. Esta é uma reivindicação histórica do SINDEPOR Madeira, que
finalmente poderá dar frutos.

Temos que enaltecer a abertura negocial manifestada pelo secretário Regional Pedro Ramos. Sem ela não conseguiríamos mudar nada e só podemos lamentar que, a nível nacional, não tenha ainda sido possível replicar o que conquistámos aqui na Madeira"
— Evaristo Faria