Morreu José Luís
Afonso, engenheiro de profissão e com vida ligada ao desporto.
Co-fundador, em 1989, do Clube de Automóveis Antigos da
Madeira, era proprietário de um Austin Six de 1928, com o qual participava em vários eventos. Uma relíquia herdada da família e que manteve sempre a funcionar, exibindo-a no ano passado em dois grandes momentos públicos.

Participou no último Madeira Flower Classic Auto Parade, um desfile de automóveis clássicos integrado nas comemorações da Festa da Flor, bem como na edição de 2022 dos Clássico na Magnólia, tendo oportunidade de participar na tertúlia então realizada pela TSF-Madeira.
Nesse programa, que pode ouvir de novo aqui, contou que o Austin foi o primeiro carro a ir ao Curral das Freiras.
Na sua garagem tinha outros carros. E no Porto Santo
conduzia um Jeep Land Rover, outrora carro-ambulância. Uma viatura que costumava parar ao lado da casa da lancha n.º 31, da qual era proprietário e na qual acolheu a reportagem do DIÁRIO e da TSF no início de Setembro do ano passado.
'Gégé', como era conhecido por todos, também tinha no mar uma das
suas grandes paixões. O pai construiu uma lancha de madeira que aumentou em
comprimento, com a sua habilidade.
Ao leme da Lara fez milhares de milhas em redor da ilha,
às Desertas e Porto Santo. E foi numa dessas travessias que andou perdido 48
horas, levando a uma operação de busca que teve no avião da Força Aérea o
salvador.
José Luís Afonso deu centenas de horas à organização de
regatas e eventos náuticos. Era juiz de regatas e de forma graciosa colocava a
sua lancha ao dispor, sendo responsável pelo sucesso de todos os grandes
eventos disputados no mar da Madeira e Porto Santo.

Engenheiro de formação foi responsável pela manutenção
dos centros de saúde. Com destaque para o do Porto Santo, o qual foi dotando de
todo o equipamento possível, dando um importante contributo a melhoria dos
serviços prestados.
José Luís Afonso morreu hoje no Funchal. Tinha 75 anos. À família enlutada, o DIÁRIO apresenta sentidas condolências.


