A Direcção da
colectividade fez sair hoje um comunicado, assinado pelo seu presidente, pelo qual
informa “reiterar que se encontra totalmente disponível para prestar aos
sócios do C. S. Marítimo quaisquer esclarecimentos e/ou informações relativos à
actividade do Clube, obviamente, desde que os respectivos pedidos sejam
legítimos quanto à forma, quanto ao conteúdo e quantos aos fins”.

Contudo, prossegue o
comunicado da Direcção verde-rubra, “porque nem todos os movimentos – espontâneos
e/ou organizados ou nem tanto – são conscientes e organizados”, a Direcção do
Marítimo informa “não ter legitimidade (nem pode) para prestar quaisquer
esclarecimentos relativos à actividade comercial da Marítimo da Madeira Futebol
SAD, muito menos a quem não é accionista desta”.

Reforça ainda que, “o Marítimo
incorre em responsabilidade civil e prejuízos se prestar quaisquer
esclarecimentos que impliquem a violação de segredos comerciais e/ou
desportivos, cláusulas contratuais de confidencialidade e dados pessoais e/ou
privados de terceiros”.

Avança depois o comunicado que
“os esclarecimentos relativos à actividade do CS Marítimo são prestados no
local próprio e sob a forma devida, e destinam-se exclusivamente, a quem sejam
prestados, não servindo (nem devendo servir) para alimentar discussões e
pretensões fomentadas nas redes sociais, na comunicação social/ou em qualquer
outro fórum estranho à actividade e à orgânica do clube, e que apenas
contribuem para fomentar a desunião entre sócios e adeptos do clube”.

O Marítimo, ainda neste comunicado, clarifica que “não lhe
cabe responder a questões que já contêm, em si mesmas, as respectivas
respostas, ou que se limitam a traduzir desejos – mal contidos ou mal
disfarçados – de quem as formula”, dando como exemplo, que nunca responderá a
perguntas do tipo: “qual o nível de perda de uma receita com uma possível
descida de divisão? Que consequências podem advir para o universo Marítimo?”

Por fim, a direcção do Marítimo que se considera que, “por
muito que possa contrariar a vontade e os desejos de alguns, foi legitimamente
eleita pelos sócios”, recusando-se “a deitar a toalha ao chão”, assegurando que
tudo fará para que a situação da equipa sénior de futebol seja rapidamente
invertida, contando, para o efeito, “com a colaboração, o apoio, a
dedicação e a união de todos aqueles que realmente amam o CS Marítimo”.

Refira-se que o Movimento “Salvar o Marítimo” recolheu as
assinaturas necessárias para solicitar uma Assembleia Geral Extraordinária com
o fim de solicitar eleições antecipadas para a direcção da colectividade, mas
ainda não procedeu à entrega dessas assinaturas ao presidente da Assembleia
Geral do Marítimo, ao contrário do que tinha anunciado.