O
Prémio John Dos Passos – 2021 será entregue amanhã, pelas 17 horas, no
Auditório do Centro Cultural John Dos Passos, a Jacinto Lucas Pires pelo seu
romance Oração a que Faltam Joelhos (2020, Porto Editora).
O
Prémio John Dos Passos teve uma primeira versão, inicialmente patrocinada em
parceria entre a antiga Direção Regional dos Assuntos Culturais, através da
Biblioteca John Dos Passos, e a Câmara Municipal de Ponta do Sol, com três
edições (2007, 2009 e 2011).
A
Secretaria Regional do Turismo e Cultura, através da Direção Regional de
Cultura e do Centro Cultural John Dos Passos, decidiu retomar o prémio em 2019.
A 4.ª edição do Prémio (2019), subordinada à Modalidade Ensaio Histórico ou Literário,
distinguiu a obra O Século dos Prodígios – A Ciência no Portugal da
Expansão, de Onésimo Teotónio Almeida e, no ano de 2021, a obra vencedora
da 5.ª Edição do Prémio John Dos Passos na Modalidade Literária – Prosa de
Ficção (Romance ou Antologia de Contos) foi assim o romance Oração a
que faltam joelhos, de Jacinto Lucas Pires.
Esta
quarta-feira, após a entrega do Prémio, o autor apresentará uma “Leitura para
entrar no espírito da coisa” de excertos do romance vencedor e de outros textos
seus, a partir da ideia de espírito. A entrada é livre.
Jacinto Lucas Pires
Nasceu
no Porto em 1974 e vive em Lisboa.
É
autor de cinco romances e vários livros de contos: Para averiguar do seu
grau de pureza (contos, Cotovia, 1996), Do sol (romance, Cotovia, 2004), Perfeitos
milagres (romance, Cotovia, 2007), Assobiar em público (contos, Cotovia, 2008), O verdadeiro ator (romance, Cotovia, 2011), Grosso
modo (contos, Cotovia, 2016), A gargalhada de Augusto Reis (romance,
Porto Editora, 2018), Oração a que faltam joelhos (romance, Porto
Editora, 2020), Doutor Doente (contos, Húmus, 2021).
E
de três livros de não-ficção: Livro usado (viagem ao Japão, Cotovia, 2001), Vamos, em parceria com o
fotógrafo Tiago da Cunha Ferreira (Gulbenkian, 2011) e Ser ator em Portugal (Fundação
Francisco Manuel dos Santos, 2022). É também autor dos livros infantis do
pinguim Quem, em parceria com a ilustradora Sara Amado (Edições
Paulinas, 2015).
Escreve
peças de teatro para diferentes grupos e encenadores, sendo que várias destas
peças estão publicadas. Algumas das mais recentes foram reunidas num volume com
o título Igual ao mundo (Húmus, 2018). Canto da Europa saiu na
coleção do Teatro Nacional D.Maria II (Bicho do Mato, 2020),
Escreveu
ainda as peças curtas: Luto (2007, O Bando, enc. João Brites), O
sutiã de Jane Russell (2007, Artistas Unidos/ Gulbenkian, leitura enc.
Jorge Silva Melo), Ténis invisível (2010, Qatrel, enc. Teresa Sobral), Memória
29 (2010, Mundo Perfeito, enc. Tiago Rodrigues), Água benta (2013,
TAGV, leitura enc. Nuno Cardoso), Senhora Doutora Cassandra (2013, Cão
Danado, enc. Nuno M Cardoso).
Traduziu
as peças Thom Pain e Os Dias Realistas de Will Eno, Ácido
DesoxirriboNucleico de Dennis Kelly, A febre de Wallace Shawn, O
meu jantar com o André de Wallace Shawn e André Gregory, Peça para duas
personagens de Tennessee Williams e O Hamlet de Dogg/ O Macbeth de
Cahoot de Tom Stoppard.
Traduziu
o livro Cristo parou em Eboli de Carlo Levi (Livros do Brasil, 2022).
Escreveu
e realizou três curtas-metragens, Cinemaamor (1999), B.D. (2004)
e Levantamento (2014), e uma longa-metragem, Triplo A (2017).
Foi-lhe
atribuído em 2008, pela Universidade de Bari/ Instituto Camões, o Prémio Europa
– David Mourão-Ferreira.
Faz
parte, com Tomás Cunha Ferreira, da banda Os Quais, que tem dois discos e meio
no cadastro: Meio disco (EP), Pop é o contrário de pop (LP), Geral
(LP).
Mais
recentemente, criou a personagem musical Jacinto Manupela.
O
romance O verdadeiro ator ganhou o Grande Prémio de Literatura DST 2013.
Este
romance foi editado nos EUA com o título The true actor (edição Dzanc
Books, tradução de Jaime Braz e Dean Thomas Ellis).
