O presidente da Câmara Municipal
do Funchal, Pedro Calado, considera que um dos principais factores que tem
contribuído para a atracção de investimento para a Madeira tem sido a
estabilidade governativa, pois garante confiança aos investidores e às
empresas.
“O que temos de melhor na Região é
a estabilidade governativa. Para mim é o primeiro ponto chave de quem quer
investir. Ao longo dos últimos 40 anos nós garantimos estabilidade governativa.
Mostra a quem quer investir que temos um rumo, não andamos aos zigue-zagues. A
confiança é fundamental para quem investe, saber com quem vai dialogar, ter confiança
política e administrativa”, declarou o autarca, na abertura da conferência ‘O
Futuro do Investimento Directo Estrangeiro’, organizado esta manhã, no Savoy
Palace, pela ‘Sérvulo & Associados’ e ‘Nuno Teixeira Advogados’.
Pedro Calado entende que “a
estabilidade fiscal também é fundamental” para captar investidores, pois “não
se pode dizer que a taxa de impostos vai ser ‘X’” e depois alterar. “Este para/arranca
não é nada favorável a quem quer investir”, avançou, defendo que é preciso “dar
confiança no sentido de que caminhamos para uma efectiva redução fiscal”.
Outro factor importante é ter “coordenação
política” e “uma equipa que conheça os empresários, saiba o que são as empresas”,
pois “colocar a governar quem nunca esteve nas empresas pode dar erro”.
O autarca afirmou que tem aplicado
esta fórmula na CMF, porque era necessário “logo de início trazer a confiança
para o município, com redução de carga fiscal”. Em dez meses foi eliminada a
derrama municipal, feita a devolução do IRS às famílias, concedidos apoios
directos às empresas e foram aumentados os apoios à natalidade e bolsas de
estudo, bem como foi retomado o investimento público. Houve também medidas mais
direccionadas ao investidor estrangeiro, sobretudo para a área da reabilitação urbana,
com rapidez nas decisões, taxa mínima de 5% do IVA, isenções de taxas de IMI e
IMT e taxas de ocupação da via pública.
Calado mostrou-se preocupado com o
facto do país e da região estarem “a perder massa humana”. A Madeira perdeu cerca
de 6% e no Funchal nasceram menos 7.500 pessoas nos últimos 10 anos. “Temos de
por os canais económicos a funcionar e trazer mais pessoas. Numa Região pequena
como nossa, é preciso políticas sociais para promover a natalidade e políticas
económicas para atrair pessoas para trabalharem na Madeira”, comentou Pedro
Calado, que apontou como bom exemplo a política de incentivo à fixação dos
nómadas digitais.

