Entre os dias 9 e 11 de setembro, terá lugar na freguesia do
Estreito de Câmara de Lobos a XLV edição da Festa das Vindimas, sendo a
celebração mais antiga desta temática, uma iniciativa promovida pela Junta de
Freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e a ACRE – Associação Cultural e
Recreativa do Estreito, que este ano comemora o seu 25º aniversário, com o
apoio da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Secretaria Regional do Turismo e
Cultura, Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural e IVBAM – Instituto
do Vinho e Bordado da Madeira.

É no Estreito de Câmara de Lobos que se produz grande parte
da uva que dá origem ao famoso Vinho Madeira, sendo que cerca de 60% da
produção de uva se faz no concelho de Câmara de Lobos, com especial expressão
na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos. As vinhas são tratadas à mão, já
que os terrenos são traçados em estreitos socalcos, num território de relevo
bastante acidentado.

Remonta a 1963 a realização da primeira edição da Festa das
Vindimas do Estreito de Câmara de Lobos, o mais antigo certame de promoção do
Vinho Madeira, evento que, à data, despertou grande sucesso com o Cortejo da
Vindima, a repisa de uvas ao vivo e provas de vinho, exposição de utensílios da
produção vinícola muita animação, foguetes e iluminações.

Volvido meio século, a Junta de Freguesia do Estreito de
Câmara de Lobos pretende reivindicar o destaque original das Festas da Vindima
e posicionar o certame com lugar de relevo no cartaz da promoção turística da
Madeira. O Estreito de Câmara de Lobos é o principal centro produtor de vinho
da Madeira e repositório de um património vitícola inestimável, qualidades que
potenciam o território e o evento, como centro do enoturismo na Madeira,
especificidade que levou a autarquia de Câmara de Lobos a efetuar, no ano de
2014, o registo da marca “Estreito de Câmara de Lobos, Terra de Vinho”.

A exemplo das edições anteriores, a Festa das Vindimas irá
apresentar um programa de atividades culturais, gastronómicas e etnográficas no
universo da vitivinicultura através do qual é pretendido alavancar a
notoriedade e o prestígio da freguesia e dos vinhos ali produzidos, com
destaque para a apanha da uva ao vivo e pisa e repisa em lagar típico da época,
com o cortejo etnográfico a contar com mais de duas dezenas de grupos com um
total a rondar os 800 elementos.