Sara
Cerdas lamentou esta segunda-feira, em plenário do Parlamento Europeu, a ausência de um acordo global
para proteger os oceanos e a biodiversidade marinha. A eurodeputada considera
“desapontante” que as negociações que ambicionavam um acordo este verão tenham
sido inconclusivas.
É
imperativo uma resposta coordenada que reconheça a necessidade de respeitarmos
os limites do nosso planeta. Hoje, a crise não é só uma. É uma crise climática,
é uma crise ambiental, dos oceanos e da biodiversidade.
Em
junho, realizou-se a 2.ª Conferência das Nações Unidas para os Oceanos , em
Lisboa. Sara Cerdas, que co-presidiu a delegação do Parlamento Europeu presente
nesta conferência, aponta que “a comunidade internacional reconheceu a
necessidade de fazer mais, de fazer melhor, na proteção dos nossos oceanos e da
nossa biodiversidade”, mas que a ausência de acordo significa que “quanto mais
adiamos em pôr em prática medidas mundiais, mais prejudicamos os mais
vulneráveis, os mais periféricos”.
A
eurodeputada do PS apelou aos líderes de todo o mundo para que estejam atentos
à ciência e aos apelos dos jovens nas negociações de alto nível que ocorrem
ainda este ano, nomeadamente a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das
Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP27) e a Conferência das Partes
da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP15).
No
final de Agosto, após as negociações de alto nível na sede da Organização das
Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, os negociadores não chegaram a um acordo
sobre um tratado para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade
marinha além das jurisdições nacionais. Uma das prioridades do acordo seria
permitir, até 2030, classificar 30% das áreas marinhas como protegidas.
