A produção de ovos (+3,8%) para cerca de 11,2 milhões de unidades, o abate de
frango (+11,2%) para 1.618,3 toneladas, o gado abatido (+6,9%) para 440,1 toneladas evoluíram positivamente na Região Autónoma da Madeira no 2.º semestre de 2022 face ao período homólogo do ano passado.

Os dados recolhidos junto dos aviários industriais da Região e fornecidos pelo Centro de Abate da Região Autónoma da Madeira (CARAM) à Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) foram revelados esta manhã.

Já no domínio da pesca, a informação da DREM, aponta os primeiros seis meses do ano com uma "diminuição homóloga nas
quantidades capturadas de pescado (-7,2%), cifrando-se o total em cerca de
2.976,7 toneladas", mas "o valor de primeira venda apurado
aumentou (+16,4%), com o total semestral a situar-se nos 10,0 milhões de euros", frisa.

Neste caso, "por espécie, em termos homólogos,
a quantidade capturada de atum e similares diminuiu 26,3%, enquanto o valor de
primeira venda aumentou 4,0%. Apesar da diminuição das capturas de atum e
similares, esta espécie foi a mais abundante nos primeiros seis meses do ano
2022, representando 50,6% do total, seguida do peixe-espada preto com 39,7%.
Contudo, a captura de peixe-espada preto aumentou tanto em quantidade (+28,7%),
como em valor de primeira venda (+40,3%)", garante a DREM.

Refira-se que "o preço médio de pescado
apurado na primeira venda para o período em referência (excluindo-se nestes
cálculos o pescado descarregado destinado a autoconsumo) foi de 3,41€ (2,71€ no
mesmo período de 2021), com o preço médio para o atum e similares a atingir os
3,51€ (2,50€ no período homólogo) e para o peixe-espada preto os 3,31€ (3,02€
nos primeiros seis meses do ano precedente)", realça.

Ou seja, o atum diminuiu significativamente em quantidade e o preço por quilograma aumentou mais de um euro, sendo que o crescimento do peixe-espada preto cresceu 29 cêntimos por quilograma, apesar do aumento considerável das quantidades pescadas.