O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, disse, hoje, que “todas as obras na Madeira são sempre contestadas”.

O governante falava a propósito do novo Túnel entre a Ajuda e São Gonçalo, que será apresentado no início do próximo ano, com saídas em todos os acessos horizontais e com uma variante para a nova área do Hospital Universitário.

Albuquerque explicou que esta será uma “obra de distribuição do trânsito", até porque, conforme salientou, “o pior que pode acontecer” é haver “bloqueios”.

Nós temos que antecipar a evolução, sobretudo da freguesia de São Martinho, que, neste momento, tem um surto de construção e de fixação de população, que é exponencial. Ou seja, milhares de pessoas vão passar a viver, sobretudo na zona da Ajuda e da Praia Formosa. E isso significa que nós temos que melhorar as acessibilidades".
— Miguel Albuquerque

"Para evitar futuros constrangimentos" disse ser necessário pensar "com antecedência numa via que será feita por fases, em túnel, no sentido de garantir a distribuição de fluxos de tráfego em termos horizontais dentro do Funchal".

Ainda no que toca a obras, o presidente do Governo Regional afirmou que a Praia Formosa "tem um novo plano", sob a alçada da Câmara Municipal do Funchal, que está "em desenvolvimento com novos investidores".

A própria Praia Formosa terá que ter uma acessibilidade nova. Vamos ter que melhorar".
— Miguel Albuquerque

O governante falava à margem de uma visita efectuada à Ferreira’s, no Caminho de Santo António. Empresa que é "um marco na economia regional", segundo o Miguel Albuquerque, que emprega cerca de 40 trabalhadores e que tem um volume de negócios superior a 4 milhões de euros.

A empresa existe há 40 anos no mercado e, de acordo com o director executivo, Herlander Alves, "tem evoluído de acordo com as novas técnicas e tendências, não só nacionais como internacionais".

Esta visita faz parte do roteiro efectuado pela presidência pelas empresas da Região.