O jornalista Nicolas Fernandez apresentou, esta tarde, a sua
leitura de o ‘Conto da Ilha Desconhecida’, da autoria de José Saramago, numa
iniciativa promovida na Galeria Anjos Teixeira, no Funchal.
No ciclo de conversas sobre livros do Nobel português
da literatura, quando se comemora o centenário do nascimento de José Saramago,
Nicolas Fernandez apontou as possibilidades de vários níveis de leitura de o 'Conto
da Ilha Desconhecida', por se tratar de um texto de natureza metafórica,
sujeito, por isso, “às várias camadas interpretativas, suscetível de várias
leituras”.
Falou da sua interpretação das ilhas e das suas
demandas desafiantes, num “conto com força utópica e positiva, acerca da
desinstalação e sobre as possibilidades do descobrimento, e de alcançar o novo.”
De acordo com a leitura conduzida por aquele jornalista, naquele conto há “a
parábola do homem (figurativo coletivo) que resiste, que não se resigna perante
os acontecimentos.”
Neste conto de
Saramago os heróis são os mais fracos, aqueles que menos podem no governo da
sociedade, mas com poder suficiente para determinar a decisão do rei, para
marcar o rumo da história, para tornar possível o imprevisto.
Esta foi uma das sessões da programação da Galeria Anjos
Teixeira, que está a decorrer durante o mês de Agosto, tendo por temática a '"Palavra
Resistente". Com Saramago'.

