A
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional
Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam amanhã, dia 5
de julho, a Campanha de Segurança Rodoviária "Taxa Zero ao
Volante", inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2022.

A
decorrer entre os dias 5 e 11 de Julho, a campanha tem como objetivo alertar os condutores
para os riscos da condução sob a influência do álcool. Um em cada
três condutores mortos em acidentes de viação apresenta uma taxa de álcool no
sangue igual ou superior a 0,5 g/l e três em cada quatro destes condutores
apresentam uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l.

Vários
estudos científicos demonstram que conduzir sob a influência do álcool causa
várias perturbações, designadamente, ao nível cognitivo e do processamento de
informação, bem como alterações na capacidade de reagir aos imprevistos, e
descoordenação motora.

O
álcool também diminui o campo visual, provocando a chamada visão em túnel. Esta
perda de capacidades, bem como as alterações de comportamento que podem levar a
estados de euforia e desinibição, aumentam de forma muito significativa o risco
de envolvimento em acidentes rodoviários.

A
campanha "Taxa Zero ao Volante" integrará acções
de sensibilização da ANSR em território continental e dos serviços da
administração regional da Região Autónoma da Madeira; operações
de fiscalização, pela GNR e pela PSP, com especial incidência em vias e acessos
com elevado fluxo rodoviário e de acordo com o Plano Nacional de Fiscalização
2022, de forma a contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de
acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos
condutores no que tange à condução sob a influência do álcool.

As
ações de sensibilização ocorrerão em simultâneo com operações de fiscalização em Torres Vedras, Aveiro, Braga, Porto e Ceira.

A
ANSR, a GNR e a PSP relembram que a condução sob a influência do álcool é um
risco para a segurança dos condutores e dos outros, incluindo com uma taxa de álcool no sangue de 0,5
g/l o risco de sofrer um acidente grave ou mortal duplica; os acidentes que decorrem da condução
sob a influência do álcool são particularmente graves.

A
sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e as suas consequências mais
graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na
estrada.