Em comunicado , o PAN
Madeira questiona "Por que é que o amor incomoda? Por que é que o afeto entre
pessoas incomoda?".
Relembrando os confrontos que existiram em Nova Iorque, a 28 de Junho de 1969, a pessoas que foram discriminadas pela sua identidade e expressão de género e orientação sexual, "fora do padrão hétero-cis-normativo resistiram aos abusos das autoridades de segurança.".
Foi no bar
de Stonewall Inn
que aconteceram estes episódios, que ficaram registados na história, demarcando
assim um novo rumo nos Direitos LGBTQIA+.
Stonewall era um bar
frequentado por pessoas LGBTQIA+ em Nova Iorque, no final da década de 60, o
qual tinha um destaque dos demais, pois permitia que os casais homoafetivos
pudessem dançar à vontade.
"As pessoas
gays, lésbicas, transexuais, drag queen´s, travetis, entre outros, eram
agredidas e detidas constantemente pela polícia", explica o comunicado.
Esta data
fica marcada na história dos movimentos sociais e dos direitos humanos, como o
dia do Orgulho Gay, motivando assim, no início do Verão as marchas e paradas
por todo o mundo.
O PAN Madeira refere ícones que marcaram a data: Marsha
P. Johnson, Sylvia Rivera, Stormé DeLarverie, Miss Major Griffin-Gracy.
Ainda hoje,
vivemos num mundo extremamente preconceituoso e fóbico. De acordo com a UNESCO,
existem 170 países que não é permitido o casamento homoafetivo; em 69 países
ser LGBTQIA+ é ilegal; em 10 países há a pena de morte para pessoas LGBTQIA+.
O partido questiona "Será
mesmo que vivemos numa sociedade que respeita todas as formas e expressões de
vida?"
É necessário revermos os nossos
(pré)conceitos, nos reeducarmos e olharmo-nos com o respeito que nos é próprio.
Somos seres pensantes, e como tal, é hora de exercermos o nosso direito e dever
básico humano: a liberdade e o respeito por toda e, qualquer forma de vida. Não
precisamos gostar ou entender, mas é dever nosso respeitar cada ser como é, em
sua essência. Toda a
forma de vida e de amor é válida e tem o seu lugar, hoje e sempre. Muitas
pessoas morreram, muito sofrimento está presente na história do planeta, cabe a
cada qual de nós (e em conjunto) fazer a diferença.”

