"Quero aproveitar esta oportunidade
para concentrar-me na proposta de numa agenda estratégica de cooperação mútua
para a formação executiva de agentes culturais da Guiné Bissau, para que possam
vir à Madeira 'beber' destes conhecimentos e que a tornam num expoente de
turismo cultural aproveitando as indústrias criativas", começou por afirmar o ministro
da Cultura da Guiné-Bissau na sua intervenção.

Fernando Vaz, que participou na Cimeira das
Indústrias Criativas do Atlântico por videoconferência, elogiar o panorama cultural madeirense.

Faço notar que a Ilha de
Madeira dispõe de um viveiro de talentos em várias áreas que se expressam em
quase tudo o que se vê na ilha, na moda, no design, nas artes visuais, mas
também vejo excelentes exemplos de programação cultura e nos produtos
turísticos de excelência.

O governante que, de resto, assumiu como objectivo central deste encontro a aproximação da Madeira à Guiné-Bissau, nomeadamente ao arquipélago dos Bijagós.

A ideia da nossa
participação nesta cimeira é de aproximar os dois arquipélagos através de
trocas e intercâmbios culturais efectivas, com associações da sociedade
civil e empresas do sector das indústrias criativas, assim como pretendemos
reforçar o diálogo entre o sector turístico e cultural, através da criação de
condições para trazer esta iniciativa também à Guiné Bissau, e realizar um
fórum entre os agentes dos dois sectores para partilha de experiências sobre a
criação de conteúdos culturais para o turismo.

"Estou certo que desta
cimeira vão sair modelos de cooperação que podem ajudar a engajar e projectar
os artistas e agentes culturais guineenses", reforçou.

O ministro da Cultura da Guiné-Bissau manifestou ainda a intenção de realizar uma próxima edição desta Cimeira
Cultural e das Indústrias Criativas Atlântica nas Ilhas
Bijagós, e criar assim “uma 'Ponte Cultural Atlântica' unindo a Madeira e a
Guiné Bissau".