O PAN acusa o Governo Regional e as Câmaras Municipais do Funchal, de Câmara de Lobos e de São Vicente
promoverem e compactuarem com medidas que muito contribuem para o que diz ser um "ecocídio".

Entre os argumentos apresentados pelo partido para os problemas ecológicos temos a desvalorização da presença de amianto nos edifícios ou "enterrado na nossa ilha"; o alcatroar de um troço de estrada, referindo-se à estrada das Ginjas, que está inserido na Floresta
Laurissilva, considerada Património Mundial da UNESCO e um imprescindível sumidouro de CO2; a construção de um teleférico no Curral das Freiras, que diz ser "completamente insustentável"; e o aniquilar e
desrespeitar dos polinizadores.

Em nota enviada às redacções, o PAN lembra que na
Assembleia Municipal do Funchal desta quarta-feira, o partido "apresentou
medidas para preservar o nosso ecossistema e prover a vida destes seres vivos
imprescindíveis para a vida planetária – as abelha e os insetos polinizadores". Mas, conforme alegam, "uma vez mais, o PSD-M e o CDS-M votaram contra esta medida, esquecendo os
mesmos que, nós humanos precisamos do ecossistema em equilíbrio para viver.
Sim, sem as abelhas haverá um impacto negativo na produção agrícola e, sim,
somos uma espécie que depende da biodiversidade e não o contrário", remata o PAN.

Por isso, classificam de "prepotente e
arrogante" o "acto de acharmos insistentemente que estamos a ser inteligentes em
continuar a explorar predatoriamente o nosso Planeta".

Face aos argumentos apresentados, "uma vez mais, o PAN Madeira repudia veementemente tais medidas e deixa um alerta para a
população: quanto mais tempo conseguiremos permanecer neste registo?", questiona-se o partido, recordado que "os recursos terrestres não são infinitos e a seca que se faz sentir
em todo território nacional atualmente é exemplo disso", dando exemplos de várias entidades nacionais e internacionais que têm alertado para este e outros problemas que afectam o ambiente e condicionam a vida humana.