Foi esta tarde apresentado, na
Madeira, o livro ‘Sonhos, Dor e Tanto pela Frente’, da jornalista da SIC Paula
Castanho. A obra reúne os relatos de sete jovens que se viram privados das
relações sociais, tão fundamentais nesta fase da vida, devido a problemas de
saúde de vária ordem que ditaram o seu internamento prolongado, durante a
pandemia da covid-19.

A cerimónia, que decorreu no Salão
Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, contou com as leituras de Dora Pereira,
psicóloga, professora e directora do Departamento de Psicologia da Universidade
da Madeira, e de Rubina Leal, vice-presidente do parlamento regional.

Na ocasião, José Manuel Rodrigues
enalteceu a importância da publicação trazida a público no mês passado e
aproveitou a ocasião para mostrar o seu desagrado pelo facto de a chamada ‘lei
da Eutanásia’ não ter sido objecto um mais amplo debate na sociedade portuguesa
antes da sua aprovação na Assembleia da República, sobretudo perante o ‘chumbo’
das diferentes ordens profissionais que foram ouvidas no decorrer do processo.

Sobre o livro que passa a estar,
também, disponível na Madeira, Rubina Leal diz ser um texto que leva a “sentir
e a conhecer a energia que move estas meninas e meninos que passam por
internamentos hospitalares prolongados”, cujas histórias levam a uma reflexão
sobre “o verdadeiro sentido da vida”.

Já Dora Pereira colocou a tónica na resiliência que tem marcado a experiência de vida destes sete jovens. "Quando olhamos para estas histórias, este é o primeiro conceito que surge", notou, realçando a capacidade das pessoas, perante a adversidade, de ultrapassarem os obstáculos e retomarem a normalidade possível.

O momento contou com dois apontamentos musicais, da responsabilidade de um quarteto de músicos que fazem parte da Orquestra Clássica da Madeira.