A 11.ª edição das Noites de Baco, que decorre no próximo sábado, entre as
16h00 e as 21h00, nas instalações da Madeira Wine Company na Avenida Arriaga, vai
ter mais de 300 vinhos em prova, oriundos de dez países e com 80 produtores representados.
“A última edição foi em 2019 e as expectativas são bastante altas. Lançámos na
segunda-feira e de forma rápida houve inscrições. A procura tem sido enorme. A
lotação [300 pessoas] está quase esgotada”, revelou, esta tarde, Ana Soares, directora
das adegas onde tem lugar a iniciativa. Quinze euros é o preço da entrada e
inclui já a oferta de um copo Riedel.

O foco principal das Noites de Baco está nas apresentações e provas de
vinhos. Mas o evento aposta também numa vertente “didáctica”, com nove sessões ‘masterclasses’,
sendo dois workshops. Um destes é dos copos Riedel. O outro é sobre como se faz
um lote de Vinho Madeira, numa apresentação da responsabilidade do engenheiro
Francisco Albuquerque. Além dos dois workshops, há sete provas temáticas com
produtores. “Nas masterclasses, vamos desde terroir (o conjunto de
factores ambientais que afectam a qualidade das uvas e do vinho),
espumantização, champanhe, diferentes estilos com o mesmo produtor, até darmos
a conhecer o Vinho Madeira como deve ser. Estas provas são muito educativas e
temos já praticamente todas preenchidas. Isto entrou sempre nas Noites de Baco,
porque no mundo do vinho precisamos de conhecer mais para apreciarmos melhor”,
explicou Sérgio Marques, gerente da loja do vinho e que já foi distinguido por
duas vezes com o prémio de melhor sommelier [profissional
especializado em vinhos nos restaurantes] de Portugal.

Outro destaque das Noites de Baco é a apresentação de vinhos
internacionais. “Temos dez países em prova e isso faz com possamos abrir
horizontes para o público madeirense. Em Portugal não temos acesso tão fácil a
esses vinhos. Em Inglaterra, por exemplo, em qualquer garrafeira ou
supermercado temos vinhos da China até ao Brasil. Para nós não é tão fácil”, adiantou
Sérgio Marques, que realça ainda que haverá “novos lançamentos de vinhos não
usuais”.

As provas de vinhos, para serem melhor apreciadas, merecem um intervalo
para um pequeno lanche no Bistro, que esteve fechado durante a pandemia e faz
uma pré-reabertura para servir sanduiches, canapés, tábuas de queijos e
enchidos. Ana Soares acredita no sucesso desta 11.ª edição das Noites de Baco: “Queremos
que este espaço seja, cada vez mais, a catedral do vinho. Houve pessoas que
vieram de propósito à Madeira para este evento, entre produtores,
representantes comerciais, enólogos. Para nós é um orgulho muito grande”.