Boa noite!

Não é só nas Urgências do hospital do Funchal ou no serviço
de fronteiras do aeroporto de Lisboa que o atendimento é demorado. Hoje por
motivos imprevistos, logo sem hipótese de fazer agendamento prévio para pedir
passaporte, tive uma soberana oportunidade de apreciar e testemunhar o
funcionamento dos postos da Direcção
Regional da Administração Pública e da Modernização Administrativa na
Loja do Cidadão.

Cheguei às 15h18. Havia 31
pessoas em espera, o que é um logro pois há 4 tipos de senha, por sinal, todas elas
prioritárias em relação à A. Fui atendido às 18h, ou seja, quase três horas
depois, e fiquei despachado às 18h10. Não me queixo pois sabia ao que ia. Mas em condições normais, dando de
barato que cada utente demora 10 minutos no processo burocrático, a que importa
deduzir inúmeras desistências, com três balcões a funcionar em pleno, não há razão
para tamanha espera.

Um sistema automatizado
que padece desta lentidão, sobretudo nesta época de maior procura, não pode ser bom em qualquer parte do mundo. E a culpa
não é dos incansáveis funcionários de serviço.

Os cidadãos que me
reconheceram pediram-me encarecidamente que fosse porta-voz da revolta
civilizada, julgando ser mais útil do que uma simples queixa no livro de
reclamações. Não tenho tanta certeza, mas não posso ficar indiferente à jovem que
estava na Loja pelo terceiro dia consecutivo sem conseguir fazer o pedido que
tanto precisa, à senhora que contou que a senha com a letra A esteve bloqueada no
83 quase uma hora e ao casal desesperado por ter a filha à espera na creche.

Quem manda que olhe seriamente
por quem trabalha, paga impostos e não merece ser desconsiderado desta forma.

Nota de rodapé: Paguei mais 30 euros do que era suposto pois, assumidamente, os prazos de entrega dos passaportes não estão a ser respeitados. "São meramente indicativos", confidenciam-me. Logo, pelo seguro o melhor foi pedir a emissão com urgência. E mesmo assim não é certo que esteja disponível de hoje a uma semana!