A secretária regional do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas,
Susana Prada, confirmou, esta manhã, que o Governo tem já preparada uma proposta
a apresentar à Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) para atenuar
a sobrecarga de utilizadores nos principais percursos pedonais na Natureza e o
trânsito automóvel nos pontos de acesso. A governante não quis desvendar
pormenores mas alertou que “as pessoas não vão poder ir todas às 09h00 da manhã”.

“Já temos uma proposta que está para ser apresentada à ACIF. Se os
interessados validarem ou quiserem fazer uma proposta de alteração, estamos
receptivos. O que interessa é que as coisas funcionem melhor, quer nos
estacionamentos, quer nas horas de maior procura nos percursos”, adiantou a
representante do executivo. Dada a elevada procura de algumas levadas e
veredas, foi criada uma equipa de trabalho para analisar a situação, que inclui
membros da Secretaria do Ambiente, Instituto das Florestas (IFCN) e das
direcções regionais do Turismo e Estradas.

Susana Prada garante que “há um ou dois anos” que a sua Secretaria e o
IFCN têm vindo a trabalhar no sentido de melhorar as condições de utilização
dos percursos, sobretudo os quatro mais procurados e que já acusam excesso de
carga: Vereda Pico do Areeiro-Pico Ruivo; Levada do Caldeirão Verde
(Queimadas-Caldeirão do Inferno); Levada das 25 Fontes; e Vereda da Ponta de
São Lourenço. “Sempre que verificamos que alguma coisa não está tão bem quanto
desejaríamos, nós intervimos”, disse. A principal medida tomada foi o aumento da
rede de percursos recomendados, para 45 quilómetros, de modo a diminuir a carga
nos percursos mais utilizados e para que as pessoas se dispersassem.

De resto, Susana Prada foi cáustica quando foi confrontada com a
sugestão que Rocha da Silva fez na Antena 1 para a criação de um departamento público
específico para fazer manutenção dos percursos recomendados na Madeira: “É a
opinião do senhor engenheiro. O senhor engenheiro esteve muitos, muitos, muitos,
muitos anos como director regional. Podia tê-lo feito!”.