Boa noite!

O consumo de rádio aumentou em Portugal no último ano,
crescendo de uma audiência acumulada de véspera de 55,8% para 59,3%. Esta
tendência no hábito de ouvir rádio, que destoa num cenário de preocupantes perdas, sobretudo na imprensa escrita, repercutiu-se também no tempo médio dedicado
a este meio de comunicação, que aumentou 6 minutos por dia, para uma média de 3
horas e 10 minutos.

Os dados constam da primeira edição do Media &
Advertising Global Report, produzido pelo Grupo Marktest, análise que também
revela que o período entre as 6h e as 10h00 da manhã é aquele em que se
verifica um maior consumo deste meio de comunicação, com 30,7% de audiência
acumulada de véspera.

Também se sabe que os indivíduos dos 35 aos 44 anos são
aqueles que apresentam maior afinidade com a rádio, registando níveis de
audiência 29% acima da média e que os indivíduos pertencentes à classe alta têm
também um consumo de rádio 24% acima do valor médio.

Os dados estão lançados para que na Região sejam tomadas
medidas que tardam, de modo a que a rádio possa ser ouvida de forma menos restritiva.
Como se não bastasse a orografia da ilha que impede a captação das ondas
hertzianas nas melhores condições, há ainda os túneis que calam as emissoras
locais, a persistente sobreposição das rádios das vizinhas Canárias sempre que
os ventos sopram de feição, os bloqueadores de potência prontos para multar
quem se exceder e um sem número de taxas e de direitos duplicados que dão cabo
dos míseros orçamentos.

De que é que estão os decisores à espera para deixar a rádio
fluir? De mais uma catástrofe para comprovarem a sua extrema utilidade ou de
uma directiva europeia que active o que a falta de coragem política local não põe em
prática?