Boa noite!
O mundo assinalou hoje a liberdade de imprensa, esse direito
fundamental que não devia estar dependente de boas vontades e de sentidos de
humor! Sobretudo num momento em que as ameaças à partilha da informação e do
saber, que vão desde os desrespeitos pela propriedade dos conteúdos aos
elevados custos das operações, configuram um ataque sem pudor ao pilar
estruturante da democracia, o que merece luta intensa diária até à exaustão
para que a autonomia editorial dos órgãos de comunicação social esteja a salvo
de reles apetites, venham eles de onde vierem.
As ameaças são de vária índole, mas hoje voltamos a denunciar os que se apropriam sem pagar do que não lhes pertence. Nesta terça-feira fomos obrigados a notificar com desagrado um cidadão que bem
conhecemos porque contribuiu para a distribuição ilegal da nossa edição num dos
muitos grupos de WhattsApp, antros de partilha abusiva de bens alheios, alimentados por gente sem escrúpulos que
pratica todos os dias um crime que tarda em ser punido.
Assinalar a liberdade de imprensa é oportunidade para
reafirmar que os direitos a informar e a ser informado não podem ser
condicionados nem limitados por estes devaneios delinquentes ou por manobras dos poderes, sejam eles quais forem, tenham ou
não tribos activas de comentadores e hábitos de partilha de delírios em redes
sociais.
Importa lutar sem hesitações para que a imprensa não seja beliscada na cadeia de valor para que assim possa servir e ser incómoda, nunca deixe de
questionar e não perca o dever de escrutínio. Acreditamos que balizada por valores e sem
preconceitos, consciente das pretensões dos poderes e com capacidade de gerir pressões
de todos os quadrantes, sempre em benefício dos seus públicos, dificilmente
será silenciada.
Da nossa parte tudo faremos para que a imprensa livre seja plural,
motor da diversidade, líder nos debates, despertadora de
consciências e aliada da cidadania.